“Podia, apenas, olhar para ti e dizer-te como te sinto. Olhar para ti e contar-te as vezes que olho as estrelas formarem constelações e ver lá a perfeição do teu semblante. Segredar-te ao ouvido, pedir-te que olhes as nuvens e que me digas que não estou louca… Porque nelas está desenhado o teu olhar rasgado, num suplício de vontades que me chamam. A paixão tem destas coisas que nos fazem mergulhar na loucura mais profunda.
A noite escura envolve-me. Procuro a Lua, encontro-te. Sinto os teus braços fechados em mim, no silêncio da cegueira da noite. Levo-me ao extremo do absurdo… Ia jurar que tinha sentido ali a tua pele, o teu cheiro. Ia jurar que te tinha sentido ali. Estás a pensar em mim, não pode haver outra explicação. A intensidade do que vivemos fez-me sentir-te ali ao meu lado. Ouvi as tuas palavras, tão meigas, senti os teus lábios encostados ao meu ouvido a murmurarem os sons mais prazerosos do mundo.
Podia mergulhar no mar, sentir a água salgada agarrada à pele, nadar em todos os oceanos. Podia gritar ao mundo o teu nome, dizer do ponto mais alto que és tu, sim, que és tu quem eu quero. Podia tudo. Podia sentir a maior megalomania em mim porque podia ter tudo. Porque te tenho.
E amar-te é o melhor de mim. Amar-te é tudo o que sei ser, tudo o que quero ser. É a forma incondicional, irracional, é a forma mais pura da eternização perfeita do humano. Fazes parte de mim, Meu Deus, fazes parte de tudo o que de mim é, posso encaixar-te até no meu passado, mesmo quando não estavas. Idealizei-te tantas noites. Sabia que chegavas.
Quero que saibas, Amor, quando a efemeridade da vida carnal, de ser vivo que sou, chegar até mim, eu fico contigo. Eu fico para sempre contigo e não te vou deixar pensar o contrário. Quando já não estiver mais, eu vou deixar-te as minhas palavras. O vento vai levar cada sílaba para que te possas lembrar de todas as letras que nunca te cheguei a dizer. Mas tenho a certeza que esse dia fica tão longe, num destino que ainda não é o nosso, e quase posso jurar que temos o tempo a nosso favor.
Vamos traçando, de mãos dadas, o nosso caminho, construindo a felicidade, ditando teorias de amor, propondo desafiar todas as regras, desafiando o mundo inconsciente, falso, com toda a fobia que o esconde. Vamo-nos prevalecer.
Consigo imaginar-nos, mais uma vez. No meio de uma qualquer capital, num qualquer continente. Somos o melhor de nós. A chuva cai sobre nós, a nossa loucura faz-nos rir num abraço fechado, no meio da multidão. Somos tudo o que de nós for sendo. Somos Amor.
Como posso não ser feliz se te tenho?
Amo-te.”
19.11H
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
9-7-10
“Degola-me, o mundo. Devora-me as palavras, o amor. Leva-me a saudade, o sentimento. Lava-me a alma, tu. De todos os pronomes pessoais, de todas as línguas, de todo o universo… este é o melhor que, hoje, sei usar: tu.
A subtileza, levou-ma o vento. E tu trouxeste-ma de volta. O sabor, levou-mo a mágoa. E tu trouxeste-mo de voltar. O amor, levou-mo alguém. E tu agarraste-o com toda a tua força. Trouxeste-o para mim. E, em mim, ele veio dar o melhor que sabia. Com todo o romance, com toda a paixão, com todo o fogo de quem é e de quem quer. Juro-te. E jurar é sempre tão forte. Juro-te, aqui, por nós, que abdicava de toda a minha vida, por ti. A essência, a verdadeira essência do sabor só a tem quem, ingenuamente, luta por ela. Não sou a favor do pensamento. No entanto, sou uma grande adepta da emoção. Quem, diz-me, quem pode ser feliz a pensar? Se pensarmos em tudo o que vemos, nunca fazemos o que sentimos.
Confesso, seriamente, de que não estava à tua espera agora. Mas confesso, também, que vieste e me trouxeste toda a certeza que me alimenta. E era tudo o que eu queria.
Consigo olhar a noite. Sentir a brisa quente. Ver-te por dentro, tocar-te por dentro mesmo quando estás longe, longe de mim e do meu ser. E o meu ser é tudo o que já me deste, tudo o que me dás, tudo o que me vais dar. Estamos em construção mútua, e esta é a fusão de dois corpos que sempre desejei. Que mais desejei. Em toda a minha vida. Critiquem-me a hipocrisia porque podem fazê-lo. Eu desculpo-me com a paixão. Com o amor. Com o mais irracional de mim.
Fomos duas almas perdidas. O que encontrámos hoje é o mais precioso do mundo. E isto ninguém nos pode roubar. Encontrei-te, Amor. Finalmente, encontrei-te. E, juro, não mais, não mais me fugirás.
Consigo imaginar a então brisa quente, numa noite de verão. Os dois corpos perdidos numa qualquer paisagem estendida à sombra do horizonte que se pega com o infinito. Adivinha… Somos nós. A perfeição do momento traz-me tudo o que sempre quis. O suor de dois corpos agarrados pelo calor do instante. A pele suave, escorregadia. Consigo imaginar-me agora, a mim. Toco-te, tão bem. A roupa que vou despindo, está espalhada. Agarro a tua blusa com os dentes, mordo, tiro-ta. Deixas-me louca. O amor e o prazer estão agora em nós. Passo a minha língua sobre a tua pele. O teu pescoço. Arrepias-me. Sou tua. Faz-me tua. E esta é a melhor noite de amor eterno. Acordamos, dois corpos nus, despidos de tudo, encontrando a felicidade. Olhamos o horizonte onde entra a luz a aclarar a escuridão de uma noite tão perfeita. O sol está a olhar para nós. E diz-nos… Somos o amor mais puro. Temos, em nós, tudo o que podemos ser. Vemos, em nós, todo o desenho da felicidade futurista.
Amo-te.”
22:40H
A subtileza, levou-ma o vento. E tu trouxeste-ma de volta. O sabor, levou-mo a mágoa. E tu trouxeste-mo de voltar. O amor, levou-mo alguém. E tu agarraste-o com toda a tua força. Trouxeste-o para mim. E, em mim, ele veio dar o melhor que sabia. Com todo o romance, com toda a paixão, com todo o fogo de quem é e de quem quer. Juro-te. E jurar é sempre tão forte. Juro-te, aqui, por nós, que abdicava de toda a minha vida, por ti. A essência, a verdadeira essência do sabor só a tem quem, ingenuamente, luta por ela. Não sou a favor do pensamento. No entanto, sou uma grande adepta da emoção. Quem, diz-me, quem pode ser feliz a pensar? Se pensarmos em tudo o que vemos, nunca fazemos o que sentimos.
Confesso, seriamente, de que não estava à tua espera agora. Mas confesso, também, que vieste e me trouxeste toda a certeza que me alimenta. E era tudo o que eu queria.
Consigo olhar a noite. Sentir a brisa quente. Ver-te por dentro, tocar-te por dentro mesmo quando estás longe, longe de mim e do meu ser. E o meu ser é tudo o que já me deste, tudo o que me dás, tudo o que me vais dar. Estamos em construção mútua, e esta é a fusão de dois corpos que sempre desejei. Que mais desejei. Em toda a minha vida. Critiquem-me a hipocrisia porque podem fazê-lo. Eu desculpo-me com a paixão. Com o amor. Com o mais irracional de mim.
Fomos duas almas perdidas. O que encontrámos hoje é o mais precioso do mundo. E isto ninguém nos pode roubar. Encontrei-te, Amor. Finalmente, encontrei-te. E, juro, não mais, não mais me fugirás.
Consigo imaginar a então brisa quente, numa noite de verão. Os dois corpos perdidos numa qualquer paisagem estendida à sombra do horizonte que se pega com o infinito. Adivinha… Somos nós. A perfeição do momento traz-me tudo o que sempre quis. O suor de dois corpos agarrados pelo calor do instante. A pele suave, escorregadia. Consigo imaginar-me agora, a mim. Toco-te, tão bem. A roupa que vou despindo, está espalhada. Agarro a tua blusa com os dentes, mordo, tiro-ta. Deixas-me louca. O amor e o prazer estão agora em nós. Passo a minha língua sobre a tua pele. O teu pescoço. Arrepias-me. Sou tua. Faz-me tua. E esta é a melhor noite de amor eterno. Acordamos, dois corpos nus, despidos de tudo, encontrando a felicidade. Olhamos o horizonte onde entra a luz a aclarar a escuridão de uma noite tão perfeita. O sol está a olhar para nós. E diz-nos… Somos o amor mais puro. Temos, em nós, tudo o que podemos ser. Vemos, em nós, todo o desenho da felicidade futurista.
Amo-te.”
22:40H
domingo, 4 de julho de 2010
4-7-10
"(...) mesmo sem um pedido, quero que fique nesse dia, por ter sentido que eras tu que eu queria e tanto desejava ter um dia, o nascer do sol nesse dia fomos nós, não o vimos mas ele aconteceu, aconteceu em nós, deste-me o amanhecer mais lindo e deixaste em mim a tua luz, e hoje digo com a maior certeza que somos uma luz só. Eu quero-te, quero-te mesmo."
Amo-te. E tanto...
Amo-te. E tanto...
quinta-feira, 1 de julho de 2010
1-7-10
“A mentira é uma carraça que nos suga a nós, seres inerentes à nossa condição de humanos, de seres pensantes. Adjacente a ela vem a traição, depois o medo, o erro cometido, o arrependimento. O arrependimento, esse, só o sente quem não entende para que serve errar. Quem não entende como é bom errar. A culpa é-nos sugerida pelos pecados que julgamos ser pecados. No fundo, são apenas “leis” impostas pela igreja católica, são cumpridas moralmente na sociedade, contudo são tantas vezes esquecidas. E tão bem… As pessoas não se podem guiar por aquilo que não vêm, mas sim por aquilo que sentem. A lição é importante, mas pode ser repetida. Não temos que aprende-la. Temos que vivê-la. O importante é viver tudo. Uma vez, um milhão de vezes. Não importa. O importante é que, depois do erro cometido, tenhamos a certeza de que o faríamos outra e outra vez. Sem medo nem culpas. Sem arrependimentos. Saber que, embora tenhamos pisado tão fora do risco, continuamos a ser nós próprios e nada mudou. Perceber que ninguém nos pode julgar melhor que nós próprios. E que ninguém tem esse direito.
O amor, a vontade, a força, o sentimento, são palavras que nos fazem entrar na ruptura de um quotidiano tão monótono como o é o do humano. Depois disso, de rompermos as nossas próprias leis, as pessoas olham, falam, odeiam: as pessoas não compreendem.
As justificações, eu sei bem a quem as tenho que dar. O nosso dever é a felicidade. E proporcioná-la a todos é difícil. Tê-la connosco já é por si só tão bom… Que faz-nos querer lutar por ela. Contudo, a nossa hostilidade, esta hostilidade de humanos que somos, faz-nos não querer ver a felicidade dos outros. Quere-la toda para nós. E todos erramos aqui.
O que tenho a dever e a quem o devo, eu sei bem. E chamem-lhe o que quiserem. Eu chamo-lhe amor. “
19:46H
O amor, a vontade, a força, o sentimento, são palavras que nos fazem entrar na ruptura de um quotidiano tão monótono como o é o do humano. Depois disso, de rompermos as nossas próprias leis, as pessoas olham, falam, odeiam: as pessoas não compreendem.
As justificações, eu sei bem a quem as tenho que dar. O nosso dever é a felicidade. E proporcioná-la a todos é difícil. Tê-la connosco já é por si só tão bom… Que faz-nos querer lutar por ela. Contudo, a nossa hostilidade, esta hostilidade de humanos que somos, faz-nos não querer ver a felicidade dos outros. Quere-la toda para nós. E todos erramos aqui.
O que tenho a dever e a quem o devo, eu sei bem. E chamem-lhe o que quiserem. Eu chamo-lhe amor. “
19:46H
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