“A mentira é uma carraça que nos suga a nós, seres inerentes à nossa condição de humanos, de seres pensantes. Adjacente a ela vem a traição, depois o medo, o erro cometido, o arrependimento. O arrependimento, esse, só o sente quem não entende para que serve errar. Quem não entende como é bom errar. A culpa é-nos sugerida pelos pecados que julgamos ser pecados. No fundo, são apenas “leis” impostas pela igreja católica, são cumpridas moralmente na sociedade, contudo são tantas vezes esquecidas. E tão bem… As pessoas não se podem guiar por aquilo que não vêm, mas sim por aquilo que sentem. A lição é importante, mas pode ser repetida. Não temos que aprende-la. Temos que vivê-la. O importante é viver tudo. Uma vez, um milhão de vezes. Não importa. O importante é que, depois do erro cometido, tenhamos a certeza de que o faríamos outra e outra vez. Sem medo nem culpas. Sem arrependimentos. Saber que, embora tenhamos pisado tão fora do risco, continuamos a ser nós próprios e nada mudou. Perceber que ninguém nos pode julgar melhor que nós próprios. E que ninguém tem esse direito.
O amor, a vontade, a força, o sentimento, são palavras que nos fazem entrar na ruptura de um quotidiano tão monótono como o é o do humano. Depois disso, de rompermos as nossas próprias leis, as pessoas olham, falam, odeiam: as pessoas não compreendem.
As justificações, eu sei bem a quem as tenho que dar. O nosso dever é a felicidade. E proporcioná-la a todos é difícil. Tê-la connosco já é por si só tão bom… Que faz-nos querer lutar por ela. Contudo, a nossa hostilidade, esta hostilidade de humanos que somos, faz-nos não querer ver a felicidade dos outros. Quere-la toda para nós. E todos erramos aqui.
O que tenho a dever e a quem o devo, eu sei bem. E chamem-lhe o que quiserem. Eu chamo-lhe amor. “
19:46H
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