“Apaga a luz. Deixa-me sozinha. A noite está perfeita, a tua imperfeição estraga-a. Rezo ao Deus, que dizem existir, por mim. Rezo a esse Deus por ti também. E hoje, pela primeira vez, não rezo a nós. Fico de joelhos e vejo os traços Dele, neste momento sinto-me um pouco agnóstica, tentando interpretar o mundo, vendo-o da perspectiva mais difícil, desenhando-o numa maratona de ângulos, de graus que se fecham na caixinha da minha imaginação, deixando, apenas, os meus sonhos a voar. Aquele paraíso que seria o nosso desvanece-se com o tempo, tempo este que o apaga, o dilui, como a água dilui a tinta. Como o meu sangue te vai diluindo, te vai apagando do meu coração. A forma como me magoaste (e magoas), a forma como me esfaqueias, como me matas, faz o meu sangue jorrar num ritmo alucinante, correr até ao coração, tentar apagar-te, descontrolado, tentar matar-te.
Hoje, deixo-me de cortesias, já é altura de falar sobre… a outra. Há sempre uma outra, não há? E quando olhas e te apercebes, Foda-se, que cabra. Que cabra que ela é, que puta. Odeio-a com todas as minhas forças. Odeio-a tanto que, juro, o vómito chega-me à boca cada vez que a vejo numa fotografia que seja. Tem tudo o que eu poderia não gostar numa pessoa, tem tudo aquilo que eu sempre pensei que tu não gostasses numa pessoa. Chegou a altura de romper esta barreira que existe entre mim e, inevitavelmente, a outra. E talvez tenha sido mais por ti que a comecei a odiar assim tanto. Não tem o direito de te magoar, tal como tu não tens o direito de me magoar a mim. Tenho pena. Tenho pena dela por, enfim, deixar tanto a desejar… Se sempre houve assunto que eu respeitei na tua vida, foi o teu passado. E ela não. Visto que eu, agora, faço parte do teu passado. Aquela inveja toda fez-me sentir importante, sabes? Sou melhor que ela e queres saber? Não tenho dúvida nenhuma disso.
Vou deixar de ser cortês para ti, vou passar a dizer-te tudo o que sinto, é como um grito que não dou, que me liberta. A noite está perfeita, eu não vou deixar que tu a estragues.
Leave me lonely, sugar. “
00:25H
sexta-feira, 28 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
22-5-10
“10 Horas: Acordo. O sol bate-me na cara e, na alma, bate-me uma enorme boa-disposição. Olho para a frente e está lá a minha irmã. Confesso que tinha saudades de acordar com ela ali. No fundo, já tinha saudades dela. Não a cumprimentei (nem ela a mim), fiz o meu ritual de sempre: levantei-me e no meio de alguns pontapés a algumas coisas espalhadas pelo meu quarto devo ter-lhe dito “levanta-te parva”, muito secamente. Enfim, é um amor de irmãs tão incondicional que se exprime desta forma. Desci as escadas e fui dar um beijinho ao meu irmão que, por sua vez, acordou maldisposto. Penso que, no meio de um levantar tão cheio, devo ter dado os bons dias à minha mãe. Fui ao computador matar o vício e fui tomar o pequeno-almoço. Até vos contava pormenorizadamente o que comi, mas, sinceramente, não me consigo lembrar. Depois disto, a minha irmã lá desceu e foi tomar banho: “Ana Rita, despacha-te que não tenho a tua vida e não vou ficar à tua espera”. Nisto, e no meio de uma resposta que lhe dei e que já não me lembro, fui acalmar o meu irmão que estava a fazer uma mega birra. Entretanto, voltei a subir as escadas e fui preparar tudo para o jogo que ia ter horas depois.
+/- 12:30 Horas: Entro no carro da minha irmã, um calor infernal. O vidro do meu lado não abre, como sempre: “Este ar-condicionado está-me a desiludir cada vez mais”, digo eu em jeito de reclamação. “O meu carro não funciona a ar-condicionado, mas sim com correntes de ar”, repostou a minha irmã, em jeito de ironia. Depressa chegámos à da minha tia. Cumprimentámos toda a família e sentámo-nos, prontamente, à mesa. Mais minuto, menos minuto, conversa para cá, conversa para lá e, nisto, já estávamos a comer. Acabámos de comer, fomos para a sala. Neste instante em que explico a matéria de educação física à minha prima (futsal), chega o meu pai, a Sofia e o meu irmão. Vejo, então, uma cabeleira loira a vir e já sei que é ele: pequenino, desengonçado e, adivinhem: vomitado! Enjoou na viagem, o meu irmão. Sempre simpático e bem-disposto, deu-me logo um beijinho. Conversámos todos e, nisto, a minha irmã vai-se embora. Um pouco depois, vamos nós.
14:30 Horas: Estou a sair de casa da minha tia com o meu pai, a Sofia e o meu irmão. Despedimo-nos, “Uma boa semana para vocês”, beijinhos para cá, beijinhos para lá. Continua um calor enorme, lá fora. Entro no BMW, fico enjoada com o cheiro a vomito que lá está. “É provável que te cheire mal agora, aí dentro”, avisou-me a Sofia. E cheirava mesmo muito mal. Fomos até à da minha avó e lá ficou a Sofia e o meu irmão Cláudio. Fui com o meu pai até ao Juventude e já ia atrasada. A Mariana telefona-me: “Onde estás leitãozinho?”, riu-me e respondo “Estou mesmo a chegar”, “Despacha-te porque está tudo à tua espera. Só faltas tu… E a Íris, como sempre”, “Até já”, e, nisto, já a estou a ver a desligar o telemóvel à porta do Juventude. Era um facto, cheguei atrasada.
+/- 15:20 Horas: Entrámos dentro de campo. Começo a aquecer, começa-me a doer a unha. Troco os ténis, fui calçar os ténis de andebol. Rodo os braços, calcanhares ao rabo, joelhos a cima, virilhas, está feito. O meu treinador está distraído e se lhe pedir para ir beber água ele não deixa. Então, fugi, literalmente, dele que só já deu por mim quando estava sentadinha a desfrutar do que, naquele momento, me pareceu a melhor água do mundo. Uns remates à baliza, jogadas de 2 para 1, remates dos nove metros, defendo a bola com o pé direito: esperem, não consigo, está-me a doer. Parei, saí, descalcei-me.
16 Horas: Estou na baliza e a bola segue nossa. Todos os olhares no meio campo e eu ali, nos meus seis metros, conseguia saborear uma vitória “platónica”. Nem vos conto o jogo que me correu tão mal, como têm todos corrido, ultimamente. Sofri três golos e marcámos dois. E a culpa de um jogo que deveria ter sido nosso está adjacente à minha pele, pesa-me na consciência. Vão-se embora, não cumprimentam. A equipa adversária festeja. Eu e a Mariana ainda ficámos lá, meio perdidas, a tentar agradecer ao público que, desta vez, não nos valeu. Fomos tomar banho, o silêncio pesa naquelas quatro paredes marcadas pela velhice. A transpiração corre-nos pela cara, a revolta está em cada bocadinho das nossas feições. Começamos a falar, aliviamos o stress, a cólera sai de dentro de nós. Queria-me despachar e a Joana não deixava. Olhei para a minha mão coberta de espuma e pensei fazer uma maldade. Esfreguei-lhe a mão na cara e, nisto, entrou-me espuma para o olho. Numa luta de braços para ver quem chegava à água primeiro, numa tentativa de reduzir a dor, gritávamos ao mesmo tempo: “ENTROU-ME ESPUMA PARA OS OLHOS, SAI DAÍ!”. Estávamos ambas aflitas, mas fui eu que tive que esperar, visto que fui eu que provoquei a situação. Foi justo! Depressa aliviei a minha dor e depressa acabei o meu banho. Limpei-me, vesti-me, fresquinha e cheirosinha, só me faltava uma coisa: “Alguém tem um pente, uma escova, qualquer coisa que dê…?”, “Toma, mas tem cabelos” respondeu, prontamente, a Ritinha. Tirei os cabelos, penteei-me, voltei a tirar os cabelos, devolvi-lhe o pente. Vou-me embora.
+/- 18:25 Horas: Chego a casa. “Como correu o jogo?”, pergunta a minha mãe. “Perdemos”, “Pela tua disposição, vi logo que tinha sido isso”, respondeu. Fui preparar um lanche enorme e liguei o computador. O meu irmão, na sua inocência, ainda me roubou um ou outro sorriso. No meio da minha fase deprimente da tarde, comecei a pensar em ti. Percebi que tinha passado o dia todo sem me lembrar, sequer, que existias. Hoje, só pensei em ti quando estava a precisar de uns miminhos ou, talvez, de um sorriso, de uma gargalhada que me animasse. E tu sabes fazer isso tão bem… Percebi, então, que ainda não me tinhas mandado uma mensagem. Estás no teu mundo este fim-de-semana, estás como queres e como gostas. Percebo que não me digas nada, isso é óbvio. Na tua posição, com um fim-de-semana assim, eu também não diria.
20:00 Horas: “Rita, traz uma cadeira da sala e vem jantar”, “Vou já mãe”. Mais 10/15 minutos, “Ana Rita, já não te chamo mais”, “Estou a ir, mãe”. E fui. Comi frango com batatas fritas, salada de tomate e Coca-Cola. Comi até rebentar, devo dizer. Pelo menos a comida não me deprime! Agora são horas de admitir que começo a ficar com saudades tuas… São horas de admitir que começo a sentir falta de um abraço teu. E são, também, horas de te dizer que, embora tenha saudades e sinta falta de tudo isto, deixaste de ser prioridade, deixaste de ser, muito exageradamente, uma necessidade básica para mim. Começo a concentrar-me noutros eventuais romances, passageiros, devo admitir. Percebo que não posso ser só para ti, que me posso dar a alguém que me faça melhor. Percebo, também, que, por enquanto, não vou amar. Mas estou no meu direito de tentar. E, tenho a certeza, vou dar o meu melhor.
21:14 Horas: Enquanto estás aí no teu círculo de amigos, eu vou beber café com a Boxa, vamos mandar umas quantas postas de pescada para o ar, fazer um corte e costura deste e daquela, passar um serão agradável. A noite está propícia, o vento está a favor, a Lua está espelhada. E adivinha… Vejo nela, na Lua, todos os teus passos. Hoje, só hoje, controlo-te. “
21:17H
+/- 12:30 Horas: Entro no carro da minha irmã, um calor infernal. O vidro do meu lado não abre, como sempre: “Este ar-condicionado está-me a desiludir cada vez mais”, digo eu em jeito de reclamação. “O meu carro não funciona a ar-condicionado, mas sim com correntes de ar”, repostou a minha irmã, em jeito de ironia. Depressa chegámos à da minha tia. Cumprimentámos toda a família e sentámo-nos, prontamente, à mesa. Mais minuto, menos minuto, conversa para cá, conversa para lá e, nisto, já estávamos a comer. Acabámos de comer, fomos para a sala. Neste instante em que explico a matéria de educação física à minha prima (futsal), chega o meu pai, a Sofia e o meu irmão. Vejo, então, uma cabeleira loira a vir e já sei que é ele: pequenino, desengonçado e, adivinhem: vomitado! Enjoou na viagem, o meu irmão. Sempre simpático e bem-disposto, deu-me logo um beijinho. Conversámos todos e, nisto, a minha irmã vai-se embora. Um pouco depois, vamos nós.
14:30 Horas: Estou a sair de casa da minha tia com o meu pai, a Sofia e o meu irmão. Despedimo-nos, “Uma boa semana para vocês”, beijinhos para cá, beijinhos para lá. Continua um calor enorme, lá fora. Entro no BMW, fico enjoada com o cheiro a vomito que lá está. “É provável que te cheire mal agora, aí dentro”, avisou-me a Sofia. E cheirava mesmo muito mal. Fomos até à da minha avó e lá ficou a Sofia e o meu irmão Cláudio. Fui com o meu pai até ao Juventude e já ia atrasada. A Mariana telefona-me: “Onde estás leitãozinho?”, riu-me e respondo “Estou mesmo a chegar”, “Despacha-te porque está tudo à tua espera. Só faltas tu… E a Íris, como sempre”, “Até já”, e, nisto, já a estou a ver a desligar o telemóvel à porta do Juventude. Era um facto, cheguei atrasada.
+/- 15:20 Horas: Entrámos dentro de campo. Começo a aquecer, começa-me a doer a unha. Troco os ténis, fui calçar os ténis de andebol. Rodo os braços, calcanhares ao rabo, joelhos a cima, virilhas, está feito. O meu treinador está distraído e se lhe pedir para ir beber água ele não deixa. Então, fugi, literalmente, dele que só já deu por mim quando estava sentadinha a desfrutar do que, naquele momento, me pareceu a melhor água do mundo. Uns remates à baliza, jogadas de 2 para 1, remates dos nove metros, defendo a bola com o pé direito: esperem, não consigo, está-me a doer. Parei, saí, descalcei-me.
16 Horas: Estou na baliza e a bola segue nossa. Todos os olhares no meio campo e eu ali, nos meus seis metros, conseguia saborear uma vitória “platónica”. Nem vos conto o jogo que me correu tão mal, como têm todos corrido, ultimamente. Sofri três golos e marcámos dois. E a culpa de um jogo que deveria ter sido nosso está adjacente à minha pele, pesa-me na consciência. Vão-se embora, não cumprimentam. A equipa adversária festeja. Eu e a Mariana ainda ficámos lá, meio perdidas, a tentar agradecer ao público que, desta vez, não nos valeu. Fomos tomar banho, o silêncio pesa naquelas quatro paredes marcadas pela velhice. A transpiração corre-nos pela cara, a revolta está em cada bocadinho das nossas feições. Começamos a falar, aliviamos o stress, a cólera sai de dentro de nós. Queria-me despachar e a Joana não deixava. Olhei para a minha mão coberta de espuma e pensei fazer uma maldade. Esfreguei-lhe a mão na cara e, nisto, entrou-me espuma para o olho. Numa luta de braços para ver quem chegava à água primeiro, numa tentativa de reduzir a dor, gritávamos ao mesmo tempo: “ENTROU-ME ESPUMA PARA OS OLHOS, SAI DAÍ!”. Estávamos ambas aflitas, mas fui eu que tive que esperar, visto que fui eu que provoquei a situação. Foi justo! Depressa aliviei a minha dor e depressa acabei o meu banho. Limpei-me, vesti-me, fresquinha e cheirosinha, só me faltava uma coisa: “Alguém tem um pente, uma escova, qualquer coisa que dê…?”, “Toma, mas tem cabelos” respondeu, prontamente, a Ritinha. Tirei os cabelos, penteei-me, voltei a tirar os cabelos, devolvi-lhe o pente. Vou-me embora.
+/- 18:25 Horas: Chego a casa. “Como correu o jogo?”, pergunta a minha mãe. “Perdemos”, “Pela tua disposição, vi logo que tinha sido isso”, respondeu. Fui preparar um lanche enorme e liguei o computador. O meu irmão, na sua inocência, ainda me roubou um ou outro sorriso. No meio da minha fase deprimente da tarde, comecei a pensar em ti. Percebi que tinha passado o dia todo sem me lembrar, sequer, que existias. Hoje, só pensei em ti quando estava a precisar de uns miminhos ou, talvez, de um sorriso, de uma gargalhada que me animasse. E tu sabes fazer isso tão bem… Percebi, então, que ainda não me tinhas mandado uma mensagem. Estás no teu mundo este fim-de-semana, estás como queres e como gostas. Percebo que não me digas nada, isso é óbvio. Na tua posição, com um fim-de-semana assim, eu também não diria.
20:00 Horas: “Rita, traz uma cadeira da sala e vem jantar”, “Vou já mãe”. Mais 10/15 minutos, “Ana Rita, já não te chamo mais”, “Estou a ir, mãe”. E fui. Comi frango com batatas fritas, salada de tomate e Coca-Cola. Comi até rebentar, devo dizer. Pelo menos a comida não me deprime! Agora são horas de admitir que começo a ficar com saudades tuas… São horas de admitir que começo a sentir falta de um abraço teu. E são, também, horas de te dizer que, embora tenha saudades e sinta falta de tudo isto, deixaste de ser prioridade, deixaste de ser, muito exageradamente, uma necessidade básica para mim. Começo a concentrar-me noutros eventuais romances, passageiros, devo admitir. Percebo que não posso ser só para ti, que me posso dar a alguém que me faça melhor. Percebo, também, que, por enquanto, não vou amar. Mas estou no meu direito de tentar. E, tenho a certeza, vou dar o meu melhor.
21:14 Horas: Enquanto estás aí no teu círculo de amigos, eu vou beber café com a Boxa, vamos mandar umas quantas postas de pescada para o ar, fazer um corte e costura deste e daquela, passar um serão agradável. A noite está propícia, o vento está a favor, a Lua está espelhada. E adivinha… Vejo nela, na Lua, todos os teus passos. Hoje, só hoje, controlo-te. “
21:17H
sexta-feira, 14 de maio de 2010
14-3-10
“As sextas-feiras conseguem ser sempre dias horríveis. E, hoje, passou-se mais uma. Enfim, na prática só tive uma aula: psicologia. Não fiz a aula de educação física, graças a um problema técnico, nada que não se resolva com a operação de que estou à espera.
Infelizmente, hoje NÃO há Luar. Não há para mim e, confesso, muito egoisticamente, não deveria, também, haver para ti. Mas não somos almas gémeas e, no fundo, nunca fomos. Foste, sim, o meu grande amor. Grande, de facto, no seu sentido mais literal, se é que me entendes.
Enfim, prometeste-me juras de amor eterno e sabes o que acho mais absurdo? É que sempre soube, sempre senti esta efemeridade da vida que está entranhada em todas as minhas células. Existem formas de nos tornarmos eternos. Mas não é, com toda a certeza, com um grande amor. Agora, confesso-te: acho que nunca foste um bom amor. Mas foste o meu maior amor. E, acredita, serás sempre, por muito que eu não queira, assunto meu, da minha cabeça. Vais estar cá sempre e cada vez que me quiseres usar por uma mera questão de necessidade “prático-amorosa” eu vou deixar-te usar-me. Como sempre deixei. Pode ser que um dia encontre a minha alma gémea, a minha verdadeira alma gémea. E, nesse dia, tenho a certeza, vou ser capaz de te virar as costas.
Lá está, estou nostálgica outra vez. Mas tento disfarçar. Agora por nostálgica, eu adoro fazer este jogo de palavras contigo, deixando-te sempre sem saberes bem do que falo.
Ah, queres saber o que te queria dizer quarta à noite? “Estou com saudades tuas”, era o que te queria dizer. É esta sensação de saudade de um tempo vivido, constantemente idealizado e irreal, que me deixa nostálgica.
Odeio-te tanto por seres a única pessoa que me faz tão infeliz. Amo-te tanto por seres a única pessoa que já me fez tão feliz. E é este o passado que carrego comigo que, enfim, achei já esquecido. É este passado que me assombra, que faz de ti a minha grande quimera, sem eu querer. E é este passado, também, que me faz ter toda a vontade do mundo de correr atrás de um abraço teu. De correr atrás de um beijo teu. A verdade é que ninguém pode correr atrás do passado. Só pode correr dele, fugir dele. E é isso que eu, mais tarde ou mais cedo, vou fazer. Tenho a certeza.
Até lá, vou-te amando. Uns dias mais, outros dias menos. Tal como dita a minha paciência. Tal como dita a minha vontade. Tal como tu me ditas.
Hey… Posso-te pedir que hoje, apenas hoje, fiques comigo?”
22:48
Infelizmente, hoje NÃO há Luar. Não há para mim e, confesso, muito egoisticamente, não deveria, também, haver para ti. Mas não somos almas gémeas e, no fundo, nunca fomos. Foste, sim, o meu grande amor. Grande, de facto, no seu sentido mais literal, se é que me entendes.
Enfim, prometeste-me juras de amor eterno e sabes o que acho mais absurdo? É que sempre soube, sempre senti esta efemeridade da vida que está entranhada em todas as minhas células. Existem formas de nos tornarmos eternos. Mas não é, com toda a certeza, com um grande amor. Agora, confesso-te: acho que nunca foste um bom amor. Mas foste o meu maior amor. E, acredita, serás sempre, por muito que eu não queira, assunto meu, da minha cabeça. Vais estar cá sempre e cada vez que me quiseres usar por uma mera questão de necessidade “prático-amorosa” eu vou deixar-te usar-me. Como sempre deixei. Pode ser que um dia encontre a minha alma gémea, a minha verdadeira alma gémea. E, nesse dia, tenho a certeza, vou ser capaz de te virar as costas.
Lá está, estou nostálgica outra vez. Mas tento disfarçar. Agora por nostálgica, eu adoro fazer este jogo de palavras contigo, deixando-te sempre sem saberes bem do que falo.
Ah, queres saber o que te queria dizer quarta à noite? “Estou com saudades tuas”, era o que te queria dizer. É esta sensação de saudade de um tempo vivido, constantemente idealizado e irreal, que me deixa nostálgica.
Odeio-te tanto por seres a única pessoa que me faz tão infeliz. Amo-te tanto por seres a única pessoa que já me fez tão feliz. E é este o passado que carrego comigo que, enfim, achei já esquecido. É este passado que me assombra, que faz de ti a minha grande quimera, sem eu querer. E é este passado, também, que me faz ter toda a vontade do mundo de correr atrás de um abraço teu. De correr atrás de um beijo teu. A verdade é que ninguém pode correr atrás do passado. Só pode correr dele, fugir dele. E é isso que eu, mais tarde ou mais cedo, vou fazer. Tenho a certeza.
Até lá, vou-te amando. Uns dias mais, outros dias menos. Tal como dita a minha paciência. Tal como dita a minha vontade. Tal como tu me ditas.
Hey… Posso-te pedir que hoje, apenas hoje, fiques comigo?”
22:48
quarta-feira, 12 de maio de 2010
12-5-10
“Ah, é verdade, quase me esquecia. Tenho uma novidade para vos dar. Enfim, o Memorial do Convento, esse, tenho a certeza, não vou ser capaz de ler, pelo menos não enquanto me obrigarem a ler. Talvez o leia nas férias do Verão, depois do Exame de Português – quando já não estiver a ser obrigada a lê-lo. Mas estou profundamente empenhada numa outra leitura: a Bíblia. É verdade, a Bíblia! E, por mais irónico que vos possa parecer, este interesse todo pela Bíblia trouxe-mo José Saramago. Enfim, talvez por estar um pouco mais descrente, também… Mas, sem dúvida, José Saramago deu-me vontade de ter conhecimento de causa para poder falar sobre a Bíblia: para poder enfrentar teólogos, como ele… ou, então, para poder enfrentar o próprio Saramago.
Vejamos, então, que pecados vou ter vontade de cometer depois desta minha leitura… Talvez seja eu o próximo Caim!”
22:12H
Vejamos, então, que pecados vou ter vontade de cometer depois desta minha leitura… Talvez seja eu o próximo Caim!”
22:12H
12-5-10
“Estou sem paciência. Jesus, hoje estou mesmo sem paciência. Nem a vinda papal, tão esperada pelos nossos católicos portugueses, me dá paciência. Comecei bem o dia, mas o decorrer deste não me trouxe grandes alegrias. Num primeiro plano, as três aulas que tive hoje levaram-me mais do que quatro horas e meia: senti que cada aula se arrastou durando longas e duras horas. Num segundo plano, acordei com sono! Quando o meu despertador tocou, às sete da manhã, voltei-me para o outro lado e só me apeteceu gritar bem alto: vai-te f****. Mas como sou uma pessoa bem-educada, porque, enfim, a sociedade em que me insiro sempre me ensinou a conter as minhas pulsões, ao fim de cinco minutos estava de pé a dar os bons dias à minha mãe. E, como se nada fosse, Ana Rita vai ao banho, Ana Rita vai à escola. E isto, sim, isto dava para fazer uma boa colecção de livros infantis do género “Anita vai ao campo”. Agora por isso, e já que estou sem paciência, aproveito para vos confessar a vocês, leitores, um grande segredo: eu sempre adorei a Anita. Mas mais do que a Anita, o que eu gostava mesmo era do cão da Anita que cujo nome, se não me engano, é Pantufa.
Desviando, então, as atenções da Anita, e continuando nos meus planos para vos explicar porque estou sem paciência. E chegamos, agora, ao último plano: o terceiro. Num terceiro (e último) plano, ontem mandei-te uma mensagem, lembraste? Enfim, não nos despedimos da melhor forma e não era capaz de adormecer sem te dizer qualquer coisa que considerei ser fofinha. Meus caros leitores, e agora dirijo-me a vocês: pois a resposta que obtive, além de ser quase vinte e quatro horas depois, deixou muito, mas muito a desejar.
Digam-me lá, vocês que me compreendem tão bem, tenho ou não tenho motivos para estar sem paciência? Enfim, jurei a mim mesma que, a partir de hoje, não ia fazer nada, nada para isto dar certo, muito pelo contrário! A verdade é que tenho uma pressão enorme e todos os meus amigos me dizem, me alertam, quase que me gritam para parar com isto. E é o que eu vou fazer.
Chegou a altura de seres tu a perder. Chegou a altura de ser eu a mandar. Não tens o direito de me usar para o que queres e quando queres. Não tens o direito de me foderes, quase que literalmente, e, de seguida, me virares as costas e ires-te embora. Não achas que não podes ser sempre tu a rir em último? Por mais que te ame, também tenho esse direito.
E, enfim, hoje percebi que o Amor também tem destes dias, e ainda bem que tem. Para mim, confesso-vos, foi o primeiro dia em que perdi a paciência. E gabo a paciência daqueles que nunca a perdem. Hoje, é o primeiro dia em que estou a sentir que te consigo trocar por um cigarro fumado à sombra de uma Lua Cheia. É o primeiro dia em que estou a sentir que era capaz de ir ver o pôr-do-sol sem ti. É o primeiro dia em que estou a sentir que era capaz de te perguntar, muito seriamente:
Ficas comigo? – e de, logo a seguir, te dizer: Porque se não ficares, vou procurar o meu grande amor que, tenho a certeza, anda à minha procura também.
Despreza-me. É que eu hoje, tenho a certeza, consigo fazer-te o mesmo.”
21:56
Desviando, então, as atenções da Anita, e continuando nos meus planos para vos explicar porque estou sem paciência. E chegamos, agora, ao último plano: o terceiro. Num terceiro (e último) plano, ontem mandei-te uma mensagem, lembraste? Enfim, não nos despedimos da melhor forma e não era capaz de adormecer sem te dizer qualquer coisa que considerei ser fofinha. Meus caros leitores, e agora dirijo-me a vocês: pois a resposta que obtive, além de ser quase vinte e quatro horas depois, deixou muito, mas muito a desejar.
Digam-me lá, vocês que me compreendem tão bem, tenho ou não tenho motivos para estar sem paciência? Enfim, jurei a mim mesma que, a partir de hoje, não ia fazer nada, nada para isto dar certo, muito pelo contrário! A verdade é que tenho uma pressão enorme e todos os meus amigos me dizem, me alertam, quase que me gritam para parar com isto. E é o que eu vou fazer.
Chegou a altura de seres tu a perder. Chegou a altura de ser eu a mandar. Não tens o direito de me usar para o que queres e quando queres. Não tens o direito de me foderes, quase que literalmente, e, de seguida, me virares as costas e ires-te embora. Não achas que não podes ser sempre tu a rir em último? Por mais que te ame, também tenho esse direito.
E, enfim, hoje percebi que o Amor também tem destes dias, e ainda bem que tem. Para mim, confesso-vos, foi o primeiro dia em que perdi a paciência. E gabo a paciência daqueles que nunca a perdem. Hoje, é o primeiro dia em que estou a sentir que te consigo trocar por um cigarro fumado à sombra de uma Lua Cheia. É o primeiro dia em que estou a sentir que era capaz de ir ver o pôr-do-sol sem ti. É o primeiro dia em que estou a sentir que era capaz de te perguntar, muito seriamente:
Ficas comigo? – e de, logo a seguir, te dizer: Porque se não ficares, vou procurar o meu grande amor que, tenho a certeza, anda à minha procura também.
Despreza-me. É que eu hoje, tenho a certeza, consigo fazer-te o mesmo.”
21:56
segunda-feira, 10 de maio de 2010
10-5-10
"Hoje, se pudesse, dava a volta ao mundo. Fazia de um minuto, um segundo. Pintava uma tela de preto. Compunha uma música. Lia o Corão. Ia ao espaço e voltava. Perguntava-me para e porque é que existes em mim. E fazia tudo isto para te poder perceber. Para te poder tirar tudo o que em ti ficou. Para me poder dar tudo o que de mim saiu.
Sabes como nos lembro tão bem… Éramos tão de nós e para nós. Vivíamos tão para o que tínhamos. Davas-me um sorriso e eu, Meu Deus!, eu via-me tão bem nele. Embora nunca tenhas tido o que mais idealizei (e o que sempre idealizei) em alguém que seria perfeito para mim… Sempre gostei tanto de ti. Se soubesses isto, tenho a certeza, voltavas para mim.. Se soubesses isto, tenho a certeza,…
Sugas-me cada pedaço de alma, tiras-me o fôlego, lavas-me o espírito, levas-me o coração. Tiras-me, como sempre me tiraste, o que nunca ninguém poderia tirar, por ser tão meu, por trazer comigo sempre: roubas-me a inocência, dás-me a ignorância, brincas comigo, usas-me. E pensas que não sei, que nunca sei, fazes por me esconder. E não era tão melhor se não soubesse? Era feliz, era melhor. Mas sei, e pesa por isso mesmo, pesa porque sei e não consigo fazer nada. Não te consigo afastar de mim.
Ontem, quando nos beijámos, sabes o que senti? Voltei a sentir as pernas a tremer, aquele “je ne sais quois” tão próprio de quem está apaixonado… Melhor do que isso: voltei a sentir a tua língua tocar a minha, voltei a sentir as tuas mãos assentarem sobre a minha anca num gesto de, talvez, quem sabe, sedução. O teu abraço, bem fechado, vale mais que todos os milhares de estrelas que observo todas as noites. A tua mão, entrelaçada na minha, vale mais que todas as constelações do mundo. O teu olhar, sempre tão cheio, vale mais do que toda a sabedoria. O teu sorriso, esse, Meu Deus, dava-me a mim, de corpo e alma, por ele.
A pele do teu pescoço que tantas vezes achei ser meu, voltei a senti-la…Tive oportunidade de, num momento de carinho, poder passar os meus lábios por ela. Seguras-me a mão e, naquele momento, tive a certeza, fui tua.
Abraça-me outra vez. Beija-me outra vez. Deixa-me mostrar-te como nunca, nunca quis deixar de ser tua. Quis fazer amor contigo toda a noite. Até adormecer nos teus braços. Como sempre sonhei. Quis que voltasse a haver um nós a preencher o que nunca foi nosso. Quis dizer-te tanto… Mostrar-te tanto…
Explico-te, agora, pelo meio que melhor sei ser, pelo meio no qual melhor me sei mostrar, como tenho tantas saudades tuas. Digo-te agora, por meio de palavras que me vão sendo arrancadas, como te quero.
Confesso-te, então, num jeito meio sem jeito: Amo-te. A verdade, é que sempre te amei, e como me detesto por nem isso te conseguir negar.
Não te estou a pedir o mundo. Não te estou a pedir a eternidade. Sei que não existe. Estou-te a pedir que, na efemeridade do tempo que vamos vivendo, leves todas as intempéries que me atormentam e que me tragas dias melhores, longe de todas as mentiras que julgo já ter vivido contigo.
“Não te vais arrepender?”
“Não…”
“Tens a certeza?”
“Absoluta”
A única certeza que tenho (e mais uma vez te confesso) é a de que te quero voltar a sentir em mim, como senti, ontem. De que importa se me vou arrepender? De que importa isso quando, hoje, me podes fazer sentir tão bem… De que importa o dia de amanhã quando eu nem sei se vou estar cá para te poder dizer o que nunca te disse… De que importa o futuro, quando a única certeza que temos é o presente inerente à condição de seres humanos, de animais racionais, conscientes e consciencializados do que somos, do que fomos e do que, inevitavelmente, iremos ser.
O pó que, um dia, irei ser vai permanecer na vida dos que vêm, para mostrar que um dia alguém amou tanto, sentiu tanto, deu tanto: para, depois, acabar como todos os que não ficam.
Ninguém disse que por virmos ao mundo tínhamos que ser felizes… visto que a vida é o maior prazer que alguém nos pode dar. É o melhor direito que todos podemos exigir. O Amor, esse, é uma arma biológica, um amigo, um inimigo. É o melhor dos pecados, e o mais pesado também.
“With eyes closed we're gonna spin through the stars”
“Gonna take a boat to the end of the world”
“I don't know why I can't keep my eyes off of you” "
23:23H
Sabes como nos lembro tão bem… Éramos tão de nós e para nós. Vivíamos tão para o que tínhamos. Davas-me um sorriso e eu, Meu Deus!, eu via-me tão bem nele. Embora nunca tenhas tido o que mais idealizei (e o que sempre idealizei) em alguém que seria perfeito para mim… Sempre gostei tanto de ti. Se soubesses isto, tenho a certeza, voltavas para mim.. Se soubesses isto, tenho a certeza,…
Sugas-me cada pedaço de alma, tiras-me o fôlego, lavas-me o espírito, levas-me o coração. Tiras-me, como sempre me tiraste, o que nunca ninguém poderia tirar, por ser tão meu, por trazer comigo sempre: roubas-me a inocência, dás-me a ignorância, brincas comigo, usas-me. E pensas que não sei, que nunca sei, fazes por me esconder. E não era tão melhor se não soubesse? Era feliz, era melhor. Mas sei, e pesa por isso mesmo, pesa porque sei e não consigo fazer nada. Não te consigo afastar de mim.
Ontem, quando nos beijámos, sabes o que senti? Voltei a sentir as pernas a tremer, aquele “je ne sais quois” tão próprio de quem está apaixonado… Melhor do que isso: voltei a sentir a tua língua tocar a minha, voltei a sentir as tuas mãos assentarem sobre a minha anca num gesto de, talvez, quem sabe, sedução. O teu abraço, bem fechado, vale mais que todos os milhares de estrelas que observo todas as noites. A tua mão, entrelaçada na minha, vale mais que todas as constelações do mundo. O teu olhar, sempre tão cheio, vale mais do que toda a sabedoria. O teu sorriso, esse, Meu Deus, dava-me a mim, de corpo e alma, por ele.
A pele do teu pescoço que tantas vezes achei ser meu, voltei a senti-la…Tive oportunidade de, num momento de carinho, poder passar os meus lábios por ela. Seguras-me a mão e, naquele momento, tive a certeza, fui tua.
Abraça-me outra vez. Beija-me outra vez. Deixa-me mostrar-te como nunca, nunca quis deixar de ser tua. Quis fazer amor contigo toda a noite. Até adormecer nos teus braços. Como sempre sonhei. Quis que voltasse a haver um nós a preencher o que nunca foi nosso. Quis dizer-te tanto… Mostrar-te tanto…
Explico-te, agora, pelo meio que melhor sei ser, pelo meio no qual melhor me sei mostrar, como tenho tantas saudades tuas. Digo-te agora, por meio de palavras que me vão sendo arrancadas, como te quero.
Confesso-te, então, num jeito meio sem jeito: Amo-te. A verdade, é que sempre te amei, e como me detesto por nem isso te conseguir negar.
Não te estou a pedir o mundo. Não te estou a pedir a eternidade. Sei que não existe. Estou-te a pedir que, na efemeridade do tempo que vamos vivendo, leves todas as intempéries que me atormentam e que me tragas dias melhores, longe de todas as mentiras que julgo já ter vivido contigo.
“Não te vais arrepender?”
“Não…”
“Tens a certeza?”
“Absoluta”
A única certeza que tenho (e mais uma vez te confesso) é a de que te quero voltar a sentir em mim, como senti, ontem. De que importa se me vou arrepender? De que importa isso quando, hoje, me podes fazer sentir tão bem… De que importa o dia de amanhã quando eu nem sei se vou estar cá para te poder dizer o que nunca te disse… De que importa o futuro, quando a única certeza que temos é o presente inerente à condição de seres humanos, de animais racionais, conscientes e consciencializados do que somos, do que fomos e do que, inevitavelmente, iremos ser.
O pó que, um dia, irei ser vai permanecer na vida dos que vêm, para mostrar que um dia alguém amou tanto, sentiu tanto, deu tanto: para, depois, acabar como todos os que não ficam.
Ninguém disse que por virmos ao mundo tínhamos que ser felizes… visto que a vida é o maior prazer que alguém nos pode dar. É o melhor direito que todos podemos exigir. O Amor, esse, é uma arma biológica, um amigo, um inimigo. É o melhor dos pecados, e o mais pesado também.
“With eyes closed we're gonna spin through the stars”
“Gonna take a boat to the end of the world”
“I don't know why I can't keep my eyes off of you” "
23:23H
sexta-feira, 7 de maio de 2010
3-5-10
“ Meu Deus… Invoco-Te e convoco-Te e Tu nunca atendes as minhas preces. Mesmo estando a passar uma fase mais herege da minha vida, digo-Te coisas, falo para Ti, na esperança de que existas e que toda essa força de Deus omnipotente que, supostamente, és, faça alguma coisa por mim. (…) Oh! Meus Deus! Onde estás tu quando preciso de ti?
----------‘’----------
Enfim… Pensei, sinceramente, que nunca mais voltavas a ser meu pensamento, a ser objecto de (pre)ocupação para a minha cabeça. A verdade é que percebi que nunca tinhas deixado de existir em mim. Percebi que não tem nada a ver com o teu exterior, tem muito mais que isso. Percebi que, afinal, nunca deixei de te amar. Percebi que, talvez, por me dares o prazer de poder ser apenas eu quando estou contigo, gosto tanto do teu jeito. Quando te abres em palavras desajeitadas que te saiem muito fora do seu som normal, quando me deixas, sem saberes bem como, com um sorriso que esboço milimetricamente para ti… Fico com uma vontade enorme de te beijar. É essa tua forma de ser, é esse teu tom tão sem jeito, tão… Tão teu, tão próprio de ti, que me faz desejar ter-te aqui. (…) São todos os teus defeitos, imagina-os. Agora torna-os, molda-os aos meus olhos. Tu fazes isso todos os dias. E não há um dia que eu não goste de ti. Deixa-me encostar no teu peito… Era capaz de ouvir a balada do teu coração a noite toda. Diz-me, uma última vez, que me amas. Beija-me, uma última vez. Mata-me, uma última vez.”
21:29H
----------‘’----------
Enfim… Pensei, sinceramente, que nunca mais voltavas a ser meu pensamento, a ser objecto de (pre)ocupação para a minha cabeça. A verdade é que percebi que nunca tinhas deixado de existir em mim. Percebi que não tem nada a ver com o teu exterior, tem muito mais que isso. Percebi que, afinal, nunca deixei de te amar. Percebi que, talvez, por me dares o prazer de poder ser apenas eu quando estou contigo, gosto tanto do teu jeito. Quando te abres em palavras desajeitadas que te saiem muito fora do seu som normal, quando me deixas, sem saberes bem como, com um sorriso que esboço milimetricamente para ti… Fico com uma vontade enorme de te beijar. É essa tua forma de ser, é esse teu tom tão sem jeito, tão… Tão teu, tão próprio de ti, que me faz desejar ter-te aqui. (…) São todos os teus defeitos, imagina-os. Agora torna-os, molda-os aos meus olhos. Tu fazes isso todos os dias. E não há um dia que eu não goste de ti. Deixa-me encostar no teu peito… Era capaz de ouvir a balada do teu coração a noite toda. Diz-me, uma última vez, que me amas. Beija-me, uma última vez. Mata-me, uma última vez.”
21:29H
Assinar:
Postagens (Atom)
