"Imagina que, num segundo, te tiram tudo o que mais gostas. Imagina que, num segundo, te arrancam parte de ti, assim, a doer. A doer tanto como dói um corte, um golpe. Imagina que, num segundo, o mundo te cai em cima, sem tu teres tempo para reagir. Tudo isto, porque um segundo atrás magoaste alguém. Percebes que o arrependimento de nada te serve, a desilusão é já o caos, a desconfiança está instalada. Não podes enganar ninguém, já não tens margem de manobra. Sentes o peso do controlo total em cima dos ombros, não vale mexer. Respira, mas devagar. Qualquer movimento mais brusco que tenhas, sentes os outros olharem para ti, de lado. Ficas tão absorto naquilo que te está a acontecer que percebes que tens que agir. Tens que fazer alguma coisa, lutar por ti e pela tua felicidade, sem descurar os outros que também te são, e tanto.
Então, achas que a tua atitude é a melhor. Não precisas de ouvir terceiros e estás consciente da teimosia que se apodera de ti, segundo após segundo. Do nervosismo, da tristeza, da constante e impenetrável extrema necessidade de mudança. És o centro das atenções, mesmo sem quereres sê-lo. Tens a tua idade e queres a tua liberdade. Estás num espaço demasiado pequeno e não te consegues mexer. Precisas de mais. Admites que erraste, sabê-lo é já uma virtude. Mas sabes que não consegues dar mais de ti, precisas de te afastar, para quando voltares a aparecer saberes que já caíste no esquecimento de toda a gente. Pressentes que os teus problemas não são de mais ninguém, apenas teus. Vais à rua, sentes a brisa fria, o Inverno a chegar. Chega-te a vontade de ficar perto dos teus, e todos os teus pensamentos de um passado tão conquistado tornam a atitude ridícula. Voltas a pensar no presente. E percebes que, por muito que queiras, não há mais nada a fazer senão isto. É a tua felicidade que está em jogo, não mais.
Imagina que, num segundo, tens de mudar o mundo. O que é que tu fazias?"
23:58H
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
5-8-10
“Encontro-me sozinha, no meu quarto. A luz do computador a iluminar os centímetros mais próximos. O cansaço apodera-se de mim. Ainda consigo ouvir o “pi” da caixa a registar os produtos que vou passando, a minha cabeça está cheia de um dia de trabalho pesado.
Perdão, encontro-me aparentemente sozinha, no meu quarto. Já é tarde. A minha irmã foi sair, o resto da família está a dormir. Consigo ouvir um “gri, gri” irritante. Não consigo perceber se está dentro ou fora do meu quarto. Mas estou fisicamente esgotada, não consigo sequer ter medo para me levantar e tentar perceber melhor de onde vem este estranho barulho. Continuo aparentemente sozinha, no meu quarto. Estou embrulhada em pensamentos que se contorcem uns nos outros. Deslindo-os com todo o prazer, sendo tu a única imagem que deles retiro. Esta noite não é nossa. Estás a quilómetros de mim, e fazer-te assunto meu, hoje, não me é permitido. Estar atrás de uma caixa de supermercado oito horas por dia tem, de facto, um aspecto positivo: faz-me não pensar em ti. Estás tão longe, todos estes dias, podia achá-los uma verdadeira eternidade. Não consigo dizer para mim própria “está quase”. Um dia sem ti só Deus sabe como me custa. És a minha aparente companhia, todas as noites. Sinto o calor quente de uma noite fechada, escura, vazia, como esta… Uma noite que não me leva a ti, que não te traz até mim. Esta noite que tanto odeio. Como tenho odiado todas ultimamente… E como sei que vou odiar mais algumas. Consigo sentir o teu perfume, haja alguma coisa positiva que esta brisa quente traz. Não me permite ir mais além.
Hoje, é o primeiro dia em que não consigo sentir o teu toque. A saudade… Deixa-me totalmente nostálgica, está a dar comigo em doida! Só te peço para vires rápido… Para me poder perder de novo nos teus braços. Para te sentir de novo, aqui, comigo. Não aguento esta aparente solidão.
Amo-te.”
23:48H
Perdão, encontro-me aparentemente sozinha, no meu quarto. Já é tarde. A minha irmã foi sair, o resto da família está a dormir. Consigo ouvir um “gri, gri” irritante. Não consigo perceber se está dentro ou fora do meu quarto. Mas estou fisicamente esgotada, não consigo sequer ter medo para me levantar e tentar perceber melhor de onde vem este estranho barulho. Continuo aparentemente sozinha, no meu quarto. Estou embrulhada em pensamentos que se contorcem uns nos outros. Deslindo-os com todo o prazer, sendo tu a única imagem que deles retiro. Esta noite não é nossa. Estás a quilómetros de mim, e fazer-te assunto meu, hoje, não me é permitido. Estar atrás de uma caixa de supermercado oito horas por dia tem, de facto, um aspecto positivo: faz-me não pensar em ti. Estás tão longe, todos estes dias, podia achá-los uma verdadeira eternidade. Não consigo dizer para mim própria “está quase”. Um dia sem ti só Deus sabe como me custa. És a minha aparente companhia, todas as noites. Sinto o calor quente de uma noite fechada, escura, vazia, como esta… Uma noite que não me leva a ti, que não te traz até mim. Esta noite que tanto odeio. Como tenho odiado todas ultimamente… E como sei que vou odiar mais algumas. Consigo sentir o teu perfume, haja alguma coisa positiva que esta brisa quente traz. Não me permite ir mais além.
Hoje, é o primeiro dia em que não consigo sentir o teu toque. A saudade… Deixa-me totalmente nostálgica, está a dar comigo em doida! Só te peço para vires rápido… Para me poder perder de novo nos teus braços. Para te sentir de novo, aqui, comigo. Não aguento esta aparente solidão.
Amo-te.”
23:48H
segunda-feira, 26 de julho de 2010
26-7-10
“Podia, apenas, olhar para ti e dizer-te como te sinto. Olhar para ti e contar-te as vezes que olho as estrelas formarem constelações e ver lá a perfeição do teu semblante. Segredar-te ao ouvido, pedir-te que olhes as nuvens e que me digas que não estou louca… Porque nelas está desenhado o teu olhar rasgado, num suplício de vontades que me chamam. A paixão tem destas coisas que nos fazem mergulhar na loucura mais profunda.
A noite escura envolve-me. Procuro a Lua, encontro-te. Sinto os teus braços fechados em mim, no silêncio da cegueira da noite. Levo-me ao extremo do absurdo… Ia jurar que tinha sentido ali a tua pele, o teu cheiro. Ia jurar que te tinha sentido ali. Estás a pensar em mim, não pode haver outra explicação. A intensidade do que vivemos fez-me sentir-te ali ao meu lado. Ouvi as tuas palavras, tão meigas, senti os teus lábios encostados ao meu ouvido a murmurarem os sons mais prazerosos do mundo.
Podia mergulhar no mar, sentir a água salgada agarrada à pele, nadar em todos os oceanos. Podia gritar ao mundo o teu nome, dizer do ponto mais alto que és tu, sim, que és tu quem eu quero. Podia tudo. Podia sentir a maior megalomania em mim porque podia ter tudo. Porque te tenho.
E amar-te é o melhor de mim. Amar-te é tudo o que sei ser, tudo o que quero ser. É a forma incondicional, irracional, é a forma mais pura da eternização perfeita do humano. Fazes parte de mim, Meu Deus, fazes parte de tudo o que de mim é, posso encaixar-te até no meu passado, mesmo quando não estavas. Idealizei-te tantas noites. Sabia que chegavas.
Quero que saibas, Amor, quando a efemeridade da vida carnal, de ser vivo que sou, chegar até mim, eu fico contigo. Eu fico para sempre contigo e não te vou deixar pensar o contrário. Quando já não estiver mais, eu vou deixar-te as minhas palavras. O vento vai levar cada sílaba para que te possas lembrar de todas as letras que nunca te cheguei a dizer. Mas tenho a certeza que esse dia fica tão longe, num destino que ainda não é o nosso, e quase posso jurar que temos o tempo a nosso favor.
Vamos traçando, de mãos dadas, o nosso caminho, construindo a felicidade, ditando teorias de amor, propondo desafiar todas as regras, desafiando o mundo inconsciente, falso, com toda a fobia que o esconde. Vamo-nos prevalecer.
Consigo imaginar-nos, mais uma vez. No meio de uma qualquer capital, num qualquer continente. Somos o melhor de nós. A chuva cai sobre nós, a nossa loucura faz-nos rir num abraço fechado, no meio da multidão. Somos tudo o que de nós for sendo. Somos Amor.
Como posso não ser feliz se te tenho?
Amo-te.”
19.11H
A noite escura envolve-me. Procuro a Lua, encontro-te. Sinto os teus braços fechados em mim, no silêncio da cegueira da noite. Levo-me ao extremo do absurdo… Ia jurar que tinha sentido ali a tua pele, o teu cheiro. Ia jurar que te tinha sentido ali. Estás a pensar em mim, não pode haver outra explicação. A intensidade do que vivemos fez-me sentir-te ali ao meu lado. Ouvi as tuas palavras, tão meigas, senti os teus lábios encostados ao meu ouvido a murmurarem os sons mais prazerosos do mundo.
Podia mergulhar no mar, sentir a água salgada agarrada à pele, nadar em todos os oceanos. Podia gritar ao mundo o teu nome, dizer do ponto mais alto que és tu, sim, que és tu quem eu quero. Podia tudo. Podia sentir a maior megalomania em mim porque podia ter tudo. Porque te tenho.
E amar-te é o melhor de mim. Amar-te é tudo o que sei ser, tudo o que quero ser. É a forma incondicional, irracional, é a forma mais pura da eternização perfeita do humano. Fazes parte de mim, Meu Deus, fazes parte de tudo o que de mim é, posso encaixar-te até no meu passado, mesmo quando não estavas. Idealizei-te tantas noites. Sabia que chegavas.
Quero que saibas, Amor, quando a efemeridade da vida carnal, de ser vivo que sou, chegar até mim, eu fico contigo. Eu fico para sempre contigo e não te vou deixar pensar o contrário. Quando já não estiver mais, eu vou deixar-te as minhas palavras. O vento vai levar cada sílaba para que te possas lembrar de todas as letras que nunca te cheguei a dizer. Mas tenho a certeza que esse dia fica tão longe, num destino que ainda não é o nosso, e quase posso jurar que temos o tempo a nosso favor.
Vamos traçando, de mãos dadas, o nosso caminho, construindo a felicidade, ditando teorias de amor, propondo desafiar todas as regras, desafiando o mundo inconsciente, falso, com toda a fobia que o esconde. Vamo-nos prevalecer.
Consigo imaginar-nos, mais uma vez. No meio de uma qualquer capital, num qualquer continente. Somos o melhor de nós. A chuva cai sobre nós, a nossa loucura faz-nos rir num abraço fechado, no meio da multidão. Somos tudo o que de nós for sendo. Somos Amor.
Como posso não ser feliz se te tenho?
Amo-te.”
19.11H
sexta-feira, 9 de julho de 2010
9-7-10
“Degola-me, o mundo. Devora-me as palavras, o amor. Leva-me a saudade, o sentimento. Lava-me a alma, tu. De todos os pronomes pessoais, de todas as línguas, de todo o universo… este é o melhor que, hoje, sei usar: tu.
A subtileza, levou-ma o vento. E tu trouxeste-ma de volta. O sabor, levou-mo a mágoa. E tu trouxeste-mo de voltar. O amor, levou-mo alguém. E tu agarraste-o com toda a tua força. Trouxeste-o para mim. E, em mim, ele veio dar o melhor que sabia. Com todo o romance, com toda a paixão, com todo o fogo de quem é e de quem quer. Juro-te. E jurar é sempre tão forte. Juro-te, aqui, por nós, que abdicava de toda a minha vida, por ti. A essência, a verdadeira essência do sabor só a tem quem, ingenuamente, luta por ela. Não sou a favor do pensamento. No entanto, sou uma grande adepta da emoção. Quem, diz-me, quem pode ser feliz a pensar? Se pensarmos em tudo o que vemos, nunca fazemos o que sentimos.
Confesso, seriamente, de que não estava à tua espera agora. Mas confesso, também, que vieste e me trouxeste toda a certeza que me alimenta. E era tudo o que eu queria.
Consigo olhar a noite. Sentir a brisa quente. Ver-te por dentro, tocar-te por dentro mesmo quando estás longe, longe de mim e do meu ser. E o meu ser é tudo o que já me deste, tudo o que me dás, tudo o que me vais dar. Estamos em construção mútua, e esta é a fusão de dois corpos que sempre desejei. Que mais desejei. Em toda a minha vida. Critiquem-me a hipocrisia porque podem fazê-lo. Eu desculpo-me com a paixão. Com o amor. Com o mais irracional de mim.
Fomos duas almas perdidas. O que encontrámos hoje é o mais precioso do mundo. E isto ninguém nos pode roubar. Encontrei-te, Amor. Finalmente, encontrei-te. E, juro, não mais, não mais me fugirás.
Consigo imaginar a então brisa quente, numa noite de verão. Os dois corpos perdidos numa qualquer paisagem estendida à sombra do horizonte que se pega com o infinito. Adivinha… Somos nós. A perfeição do momento traz-me tudo o que sempre quis. O suor de dois corpos agarrados pelo calor do instante. A pele suave, escorregadia. Consigo imaginar-me agora, a mim. Toco-te, tão bem. A roupa que vou despindo, está espalhada. Agarro a tua blusa com os dentes, mordo, tiro-ta. Deixas-me louca. O amor e o prazer estão agora em nós. Passo a minha língua sobre a tua pele. O teu pescoço. Arrepias-me. Sou tua. Faz-me tua. E esta é a melhor noite de amor eterno. Acordamos, dois corpos nus, despidos de tudo, encontrando a felicidade. Olhamos o horizonte onde entra a luz a aclarar a escuridão de uma noite tão perfeita. O sol está a olhar para nós. E diz-nos… Somos o amor mais puro. Temos, em nós, tudo o que podemos ser. Vemos, em nós, todo o desenho da felicidade futurista.
Amo-te.”
22:40H
A subtileza, levou-ma o vento. E tu trouxeste-ma de volta. O sabor, levou-mo a mágoa. E tu trouxeste-mo de voltar. O amor, levou-mo alguém. E tu agarraste-o com toda a tua força. Trouxeste-o para mim. E, em mim, ele veio dar o melhor que sabia. Com todo o romance, com toda a paixão, com todo o fogo de quem é e de quem quer. Juro-te. E jurar é sempre tão forte. Juro-te, aqui, por nós, que abdicava de toda a minha vida, por ti. A essência, a verdadeira essência do sabor só a tem quem, ingenuamente, luta por ela. Não sou a favor do pensamento. No entanto, sou uma grande adepta da emoção. Quem, diz-me, quem pode ser feliz a pensar? Se pensarmos em tudo o que vemos, nunca fazemos o que sentimos.
Confesso, seriamente, de que não estava à tua espera agora. Mas confesso, também, que vieste e me trouxeste toda a certeza que me alimenta. E era tudo o que eu queria.
Consigo olhar a noite. Sentir a brisa quente. Ver-te por dentro, tocar-te por dentro mesmo quando estás longe, longe de mim e do meu ser. E o meu ser é tudo o que já me deste, tudo o que me dás, tudo o que me vais dar. Estamos em construção mútua, e esta é a fusão de dois corpos que sempre desejei. Que mais desejei. Em toda a minha vida. Critiquem-me a hipocrisia porque podem fazê-lo. Eu desculpo-me com a paixão. Com o amor. Com o mais irracional de mim.
Fomos duas almas perdidas. O que encontrámos hoje é o mais precioso do mundo. E isto ninguém nos pode roubar. Encontrei-te, Amor. Finalmente, encontrei-te. E, juro, não mais, não mais me fugirás.
Consigo imaginar a então brisa quente, numa noite de verão. Os dois corpos perdidos numa qualquer paisagem estendida à sombra do horizonte que se pega com o infinito. Adivinha… Somos nós. A perfeição do momento traz-me tudo o que sempre quis. O suor de dois corpos agarrados pelo calor do instante. A pele suave, escorregadia. Consigo imaginar-me agora, a mim. Toco-te, tão bem. A roupa que vou despindo, está espalhada. Agarro a tua blusa com os dentes, mordo, tiro-ta. Deixas-me louca. O amor e o prazer estão agora em nós. Passo a minha língua sobre a tua pele. O teu pescoço. Arrepias-me. Sou tua. Faz-me tua. E esta é a melhor noite de amor eterno. Acordamos, dois corpos nus, despidos de tudo, encontrando a felicidade. Olhamos o horizonte onde entra a luz a aclarar a escuridão de uma noite tão perfeita. O sol está a olhar para nós. E diz-nos… Somos o amor mais puro. Temos, em nós, tudo o que podemos ser. Vemos, em nós, todo o desenho da felicidade futurista.
Amo-te.”
22:40H
domingo, 4 de julho de 2010
4-7-10
"(...) mesmo sem um pedido, quero que fique nesse dia, por ter sentido que eras tu que eu queria e tanto desejava ter um dia, o nascer do sol nesse dia fomos nós, não o vimos mas ele aconteceu, aconteceu em nós, deste-me o amanhecer mais lindo e deixaste em mim a tua luz, e hoje digo com a maior certeza que somos uma luz só. Eu quero-te, quero-te mesmo."
Amo-te. E tanto...
Amo-te. E tanto...
quinta-feira, 1 de julho de 2010
1-7-10
“A mentira é uma carraça que nos suga a nós, seres inerentes à nossa condição de humanos, de seres pensantes. Adjacente a ela vem a traição, depois o medo, o erro cometido, o arrependimento. O arrependimento, esse, só o sente quem não entende para que serve errar. Quem não entende como é bom errar. A culpa é-nos sugerida pelos pecados que julgamos ser pecados. No fundo, são apenas “leis” impostas pela igreja católica, são cumpridas moralmente na sociedade, contudo são tantas vezes esquecidas. E tão bem… As pessoas não se podem guiar por aquilo que não vêm, mas sim por aquilo que sentem. A lição é importante, mas pode ser repetida. Não temos que aprende-la. Temos que vivê-la. O importante é viver tudo. Uma vez, um milhão de vezes. Não importa. O importante é que, depois do erro cometido, tenhamos a certeza de que o faríamos outra e outra vez. Sem medo nem culpas. Sem arrependimentos. Saber que, embora tenhamos pisado tão fora do risco, continuamos a ser nós próprios e nada mudou. Perceber que ninguém nos pode julgar melhor que nós próprios. E que ninguém tem esse direito.
O amor, a vontade, a força, o sentimento, são palavras que nos fazem entrar na ruptura de um quotidiano tão monótono como o é o do humano. Depois disso, de rompermos as nossas próprias leis, as pessoas olham, falam, odeiam: as pessoas não compreendem.
As justificações, eu sei bem a quem as tenho que dar. O nosso dever é a felicidade. E proporcioná-la a todos é difícil. Tê-la connosco já é por si só tão bom… Que faz-nos querer lutar por ela. Contudo, a nossa hostilidade, esta hostilidade de humanos que somos, faz-nos não querer ver a felicidade dos outros. Quere-la toda para nós. E todos erramos aqui.
O que tenho a dever e a quem o devo, eu sei bem. E chamem-lhe o que quiserem. Eu chamo-lhe amor. “
19:46H
O amor, a vontade, a força, o sentimento, são palavras que nos fazem entrar na ruptura de um quotidiano tão monótono como o é o do humano. Depois disso, de rompermos as nossas próprias leis, as pessoas olham, falam, odeiam: as pessoas não compreendem.
As justificações, eu sei bem a quem as tenho que dar. O nosso dever é a felicidade. E proporcioná-la a todos é difícil. Tê-la connosco já é por si só tão bom… Que faz-nos querer lutar por ela. Contudo, a nossa hostilidade, esta hostilidade de humanos que somos, faz-nos não querer ver a felicidade dos outros. Quere-la toda para nós. E todos erramos aqui.
O que tenho a dever e a quem o devo, eu sei bem. E chamem-lhe o que quiserem. Eu chamo-lhe amor. “
19:46H
sábado, 19 de junho de 2010
18-6-10
As pessoas dizem coisas. Dizem-me coisas. Tentam-me explicar como a vida sobrepõe a morte em cada bocadinho da sua existência. Tentam-me mostrar que, não obstante, a vida é efémera, ao contrário da morte: a eterna doença dos humanos; eterna, literalmente.
As pessoas mostram-me coisas. Contam-me histórias. Falam de amor. Falam de sexo, falam de prazer: as coisas da vida da gente. Da gente que é gente e só por sê-lo, vive-as. E vive-as à sua maneira. Que é isso que importa, não mais.
Eu digo às pessoas. Eu falo às pessoas. Perdão, eu escrevo às pessoas. Os meus, ahm… efémeros 18, que estão na sua tenra idade (por não serem quase 19), contam-me muitas histórias. Que, melhor ou pior, vos tento explicar. Para mim, um sonho só o é se for cor-de-rosa. Não esse cor-de-rosa das “gossip magazines”; é o cor-de-rosa da ingenuidade, do puro e do perfeito. O cor-de-rosa das coisas belas, da sensualidade, do romantismo. O cor-de-rosa que devia existir em todas as existências humanas, por mais imperfeitas que elas possam parecer. O cor-de-rosa dos nossos sonhos, sonhos estes que nos elevam, nos transcendem para um futuro que não é o nosso, mas que pode vir a ser. E dizem-me que sonho muito alto. E digo-lhes, se cair, só a mim me vai doer. Os meus sonhos são tantos que só têm lugar num sítio: na minha imaginação, onde a minha alma voa e é livre. Guardo-os todos e, um por um, vou soltando-os, saltando para as palmas das minhas mãos que se vão abrindo, a cada rasgo de sorriso inocente. E, para mim, a vida passa por isto. Trilho o meu caminho, vivendo a emoção dos meus sonhos. O meu caminho sou eu que o vou abrindo. O mundo precisa de ideias, precisa de gente que sonha. Precisa da vida fresca, da carne nova, do sorriso dos inocentes, da palavra do génio, do acto do louco, da esperança do velho e da conquista do novo. O mundo precisa de mim. Egocentrismos à parte. Precisa de ti também. E essa é a verdade. O mundo precisa do drogado, do cigano, do budista, do preto, do branco, do russo, do francês, do homossexual. O mundo precisa da diferença. A diferença traz ideias, as ideias trazem motivações, as motivações trazem sonhos.
É disto que todos nós precisamos. Dos sonhos cor-de-rosa que vão mudar a existência do mundo, que vão trazer, de dentro da inocência, o amor. Seja ele de que forma/identidade/nacionalidade/cor for.
Acreditem nisto que vos digo. Um dia, os vossos sonhos serão as nossas ideias. E vão ser as nossas ideias a mudar o, inevitável, mundo de amanhã.”
23:43H
As pessoas mostram-me coisas. Contam-me histórias. Falam de amor. Falam de sexo, falam de prazer: as coisas da vida da gente. Da gente que é gente e só por sê-lo, vive-as. E vive-as à sua maneira. Que é isso que importa, não mais.
Eu digo às pessoas. Eu falo às pessoas. Perdão, eu escrevo às pessoas. Os meus, ahm… efémeros 18, que estão na sua tenra idade (por não serem quase 19), contam-me muitas histórias. Que, melhor ou pior, vos tento explicar. Para mim, um sonho só o é se for cor-de-rosa. Não esse cor-de-rosa das “gossip magazines”; é o cor-de-rosa da ingenuidade, do puro e do perfeito. O cor-de-rosa das coisas belas, da sensualidade, do romantismo. O cor-de-rosa que devia existir em todas as existências humanas, por mais imperfeitas que elas possam parecer. O cor-de-rosa dos nossos sonhos, sonhos estes que nos elevam, nos transcendem para um futuro que não é o nosso, mas que pode vir a ser. E dizem-me que sonho muito alto. E digo-lhes, se cair, só a mim me vai doer. Os meus sonhos são tantos que só têm lugar num sítio: na minha imaginação, onde a minha alma voa e é livre. Guardo-os todos e, um por um, vou soltando-os, saltando para as palmas das minhas mãos que se vão abrindo, a cada rasgo de sorriso inocente. E, para mim, a vida passa por isto. Trilho o meu caminho, vivendo a emoção dos meus sonhos. O meu caminho sou eu que o vou abrindo. O mundo precisa de ideias, precisa de gente que sonha. Precisa da vida fresca, da carne nova, do sorriso dos inocentes, da palavra do génio, do acto do louco, da esperança do velho e da conquista do novo. O mundo precisa de mim. Egocentrismos à parte. Precisa de ti também. E essa é a verdade. O mundo precisa do drogado, do cigano, do budista, do preto, do branco, do russo, do francês, do homossexual. O mundo precisa da diferença. A diferença traz ideias, as ideias trazem motivações, as motivações trazem sonhos.
É disto que todos nós precisamos. Dos sonhos cor-de-rosa que vão mudar a existência do mundo, que vão trazer, de dentro da inocência, o amor. Seja ele de que forma/identidade/nacionalidade/cor for.
Acreditem nisto que vos digo. Um dia, os vossos sonhos serão as nossas ideias. E vão ser as nossas ideias a mudar o, inevitável, mundo de amanhã.”
23:43H
sexta-feira, 11 de junho de 2010
11-6-10
“Solto as minhas pulsões, num acto desesperado, agir faz de mim um ser errante que critico cada segundo. Não sei nada de mim, descobri. Comparo-me a ti e sinto-me suja. Consigo ser como todas as outras pessoas, percebo que não sou diferente. Consigo não fazer o correcto, esquecer a moral, modificar a ética. Os meus pesadelos provocam-me insónias, o meu sono provoca-me pesadelos. E no meio de tantos sonhos, percebo que tu sempre estiveste lá. A minha vida não és tu, e eu não faço parte da tua vida. Somos sonhos separados, vidas diferentes, temos intuitos errados: somos pessoas.
A tempestade está perto, os relâmpagos iluminam, a chuva cai, as nuvens escurecem o céu, e tu estás lá. A tua imagem aparece, no meio das escassas estrelas, no fundo do barulho estridente.
Já não te conheço. No entanto, mesmo sem te conhecer, consigo amar-te. O teu passado está preso às minhas raízes e tudo o que foste, um dia, eu nunca esqueci. Hoje, não sei quem és. Mas ontem, tenho a certeza, sabia descrever cada bocadinho teu. Amanhã é a maior incógnita de todas. E eu vou esperar deslindá-la, desarmando-te a ti, num confronto de sentimentos que, espero, me tragam tudo o que eu sempre quis e tudo o que eu mais quero: o teu beijo.
A esperança, a força, a vontade, o prazer, o amor, o sol, o calor, uma rosa, o vermelho, uma palavra, um número, tu: são razões para viver.”
22:30H
A tempestade está perto, os relâmpagos iluminam, a chuva cai, as nuvens escurecem o céu, e tu estás lá. A tua imagem aparece, no meio das escassas estrelas, no fundo do barulho estridente.
Já não te conheço. No entanto, mesmo sem te conhecer, consigo amar-te. O teu passado está preso às minhas raízes e tudo o que foste, um dia, eu nunca esqueci. Hoje, não sei quem és. Mas ontem, tenho a certeza, sabia descrever cada bocadinho teu. Amanhã é a maior incógnita de todas. E eu vou esperar deslindá-la, desarmando-te a ti, num confronto de sentimentos que, espero, me tragam tudo o que eu sempre quis e tudo o que eu mais quero: o teu beijo.
A esperança, a força, a vontade, o prazer, o amor, o sol, o calor, uma rosa, o vermelho, uma palavra, um número, tu: são razões para viver.”
22:30H
quinta-feira, 3 de junho de 2010
3-6-10
“Hoje tive o último jogo de competições oficiais da época… Jogámos em casa, a esperança era muita, a vontade também. O apito soou às 18 horas, mais coisa menos coisa. Não estava muita gente a assistir, mas a claque era, claramente, nossa. Jogámos contra o Padernense, uma equipa do Algarve. Empatámos 2-2. Saímos da primeira parte empatadas a zero. Entrámos na segunda parte a ganhar: 1-0, 2-0. Rita Latas atrasa a bola para Ana Grenha, Ana Grenha, sem confiança nenhuma, coloca a bola no meio campo (ninguém se desmarca), o Padernense recupera a bola, segue jogo, a minha defesa recua, jogada, golo. Está feito o 2-1. Jogamos a bola, muito bem, passes correctos, jogadas bonitas, finalização muito fraca. Fazemos faltas, 5 faltas. É a sexta falta, livre de 10 metros. “Vamos Grenha, é tua”, diziam elas. Estou de frente para a jogadora do Padernense que vai bater, dou três, quatro passos à frente. Fico nos três, quatro metros. Baixo o centro de gravidade. Ela vem, olha para mim, tenta intimidar-me. Faz a paradinha, chuta em força, em jeito. Por baixo das pernas. Percebo que não podia ter sofrido aquele golo. Estão todos calados e elas a festejarem o empate. Era desnecessário, foi um golo dado. Tanto pela equipa de arbitragem, como por mim. Sinto-me culpada. Faltam ainda quatro minutos, podemos lutar pelo golo da vitória. E lutámos. Falhámos muitos golos, foram quatro minutos extremamente stressantes. O Padernense está na minha área, faz um cruzamento, a Joana tira de cabeça. “Piiiiiii”. E, de repente, todos deitamos as mãos à cabeça: “PENALTY???”. O árbitro acena, aponta para o local de grande penalidade. “FILHO DA PUTA, CABRÃO, VAI ROUBAR PARA A ESTRADA”, ouve-se a bancada, exaltada, em jeito de reclamação. Nós tentamos perceber como pode ser penalty. A Joana leva o cartão amarelo. “Foda-se, e agora?”, penso eu. O árbitro que se encontra do meu lado esquerdo, fala com o outro. Dá indicações: não é penalty. “AHHH”, exclamação geral. O Padernense luta pelo penalty. Mas está decidido. O árbitro pede desculpa à Joana, admite ter visto mal, vai falar com a mesa e retira o amarelo. Mais segundo, menos segundo, soa o apito final. Um empate. Apetece-me chorar, a raiva corre-me nas veias, estou irritada. Cumprimento a equipa adversária, ainda oiço um “para o ano não fica assim” de um técnico do Padernense que me veio apertar a mão. Não gostei. Fui cumprimentar a equipa de arbitragem. Um dos árbitros dirigiu-se para mim: “Parabéns guarda-redes, excelente exibição”. Fico feliz, apesar de saber que, mesmo assim, podia ter feito melhor. Confesso que foi, sem dúvida, dos meus melhores jogos na taça nacional. Mas não foi o meu melhor jogo nesta época. Percebo que, sem a unha a estorvar-me os movimentos, consigo dar muito mais. Foi um alívio, não tive medo nenhum de sair a nenhuma bola, de defender. Não me doeu. Tive azar, muito azar neste nacional, devido ao meu problema na unha. Eu e a minha equipa, eu sei que elas precisam de mim a 100%. Tal como eu preciso delas. Foi um bom jogo, estamos de parabéns pela taça nacional que fizemos.
Agora choro. Não consigo desistir desta equipa e tenho um medo enorme que desistam de mim. Durante estes quatro anos, o que aprendi com vocês, não consigo esquecer, não quero esquecer. Foram mais do que uma equipa, foram uma família. Fomos uma família. A minha maior paixão está em vocês, vivo-a com vocês. Sinto isso todos os dias da minha vida. Fazem parte deste meu grande amor, que é o futsal. Fazem parte de mim e da minha vida, foram cruciais, e eu sou fruto de tudo aquilo que vocês me deram. Meninas, vamos viver isto que nos faz sorrir… Se um dia vos deixar, prometam-me que vocês não me deixam a mim. Se um dia vocês me deixarem, eu prometo o mesmo.
A todos os que tornaram (e vão ainda tornar) o meu sonho possível, obrigada.”
21:46H
Agora choro. Não consigo desistir desta equipa e tenho um medo enorme que desistam de mim. Durante estes quatro anos, o que aprendi com vocês, não consigo esquecer, não quero esquecer. Foram mais do que uma equipa, foram uma família. Fomos uma família. A minha maior paixão está em vocês, vivo-a com vocês. Sinto isso todos os dias da minha vida. Fazem parte deste meu grande amor, que é o futsal. Fazem parte de mim e da minha vida, foram cruciais, e eu sou fruto de tudo aquilo que vocês me deram. Meninas, vamos viver isto que nos faz sorrir… Se um dia vos deixar, prometam-me que vocês não me deixam a mim. Se um dia vocês me deixarem, eu prometo o mesmo.
A todos os que tornaram (e vão ainda tornar) o meu sonho possível, obrigada.”
21:46H
sexta-feira, 28 de maio de 2010
29-5-10
“Apaga a luz. Deixa-me sozinha. A noite está perfeita, a tua imperfeição estraga-a. Rezo ao Deus, que dizem existir, por mim. Rezo a esse Deus por ti também. E hoje, pela primeira vez, não rezo a nós. Fico de joelhos e vejo os traços Dele, neste momento sinto-me um pouco agnóstica, tentando interpretar o mundo, vendo-o da perspectiva mais difícil, desenhando-o numa maratona de ângulos, de graus que se fecham na caixinha da minha imaginação, deixando, apenas, os meus sonhos a voar. Aquele paraíso que seria o nosso desvanece-se com o tempo, tempo este que o apaga, o dilui, como a água dilui a tinta. Como o meu sangue te vai diluindo, te vai apagando do meu coração. A forma como me magoaste (e magoas), a forma como me esfaqueias, como me matas, faz o meu sangue jorrar num ritmo alucinante, correr até ao coração, tentar apagar-te, descontrolado, tentar matar-te.
Hoje, deixo-me de cortesias, já é altura de falar sobre… a outra. Há sempre uma outra, não há? E quando olhas e te apercebes, Foda-se, que cabra. Que cabra que ela é, que puta. Odeio-a com todas as minhas forças. Odeio-a tanto que, juro, o vómito chega-me à boca cada vez que a vejo numa fotografia que seja. Tem tudo o que eu poderia não gostar numa pessoa, tem tudo aquilo que eu sempre pensei que tu não gostasses numa pessoa. Chegou a altura de romper esta barreira que existe entre mim e, inevitavelmente, a outra. E talvez tenha sido mais por ti que a comecei a odiar assim tanto. Não tem o direito de te magoar, tal como tu não tens o direito de me magoar a mim. Tenho pena. Tenho pena dela por, enfim, deixar tanto a desejar… Se sempre houve assunto que eu respeitei na tua vida, foi o teu passado. E ela não. Visto que eu, agora, faço parte do teu passado. Aquela inveja toda fez-me sentir importante, sabes? Sou melhor que ela e queres saber? Não tenho dúvida nenhuma disso.
Vou deixar de ser cortês para ti, vou passar a dizer-te tudo o que sinto, é como um grito que não dou, que me liberta. A noite está perfeita, eu não vou deixar que tu a estragues.
Leave me lonely, sugar. “
00:25H
Hoje, deixo-me de cortesias, já é altura de falar sobre… a outra. Há sempre uma outra, não há? E quando olhas e te apercebes, Foda-se, que cabra. Que cabra que ela é, que puta. Odeio-a com todas as minhas forças. Odeio-a tanto que, juro, o vómito chega-me à boca cada vez que a vejo numa fotografia que seja. Tem tudo o que eu poderia não gostar numa pessoa, tem tudo aquilo que eu sempre pensei que tu não gostasses numa pessoa. Chegou a altura de romper esta barreira que existe entre mim e, inevitavelmente, a outra. E talvez tenha sido mais por ti que a comecei a odiar assim tanto. Não tem o direito de te magoar, tal como tu não tens o direito de me magoar a mim. Tenho pena. Tenho pena dela por, enfim, deixar tanto a desejar… Se sempre houve assunto que eu respeitei na tua vida, foi o teu passado. E ela não. Visto que eu, agora, faço parte do teu passado. Aquela inveja toda fez-me sentir importante, sabes? Sou melhor que ela e queres saber? Não tenho dúvida nenhuma disso.
Vou deixar de ser cortês para ti, vou passar a dizer-te tudo o que sinto, é como um grito que não dou, que me liberta. A noite está perfeita, eu não vou deixar que tu a estragues.
Leave me lonely, sugar. “
00:25H
sábado, 22 de maio de 2010
22-5-10
“10 Horas: Acordo. O sol bate-me na cara e, na alma, bate-me uma enorme boa-disposição. Olho para a frente e está lá a minha irmã. Confesso que tinha saudades de acordar com ela ali. No fundo, já tinha saudades dela. Não a cumprimentei (nem ela a mim), fiz o meu ritual de sempre: levantei-me e no meio de alguns pontapés a algumas coisas espalhadas pelo meu quarto devo ter-lhe dito “levanta-te parva”, muito secamente. Enfim, é um amor de irmãs tão incondicional que se exprime desta forma. Desci as escadas e fui dar um beijinho ao meu irmão que, por sua vez, acordou maldisposto. Penso que, no meio de um levantar tão cheio, devo ter dado os bons dias à minha mãe. Fui ao computador matar o vício e fui tomar o pequeno-almoço. Até vos contava pormenorizadamente o que comi, mas, sinceramente, não me consigo lembrar. Depois disto, a minha irmã lá desceu e foi tomar banho: “Ana Rita, despacha-te que não tenho a tua vida e não vou ficar à tua espera”. Nisto, e no meio de uma resposta que lhe dei e que já não me lembro, fui acalmar o meu irmão que estava a fazer uma mega birra. Entretanto, voltei a subir as escadas e fui preparar tudo para o jogo que ia ter horas depois.
+/- 12:30 Horas: Entro no carro da minha irmã, um calor infernal. O vidro do meu lado não abre, como sempre: “Este ar-condicionado está-me a desiludir cada vez mais”, digo eu em jeito de reclamação. “O meu carro não funciona a ar-condicionado, mas sim com correntes de ar”, repostou a minha irmã, em jeito de ironia. Depressa chegámos à da minha tia. Cumprimentámos toda a família e sentámo-nos, prontamente, à mesa. Mais minuto, menos minuto, conversa para cá, conversa para lá e, nisto, já estávamos a comer. Acabámos de comer, fomos para a sala. Neste instante em que explico a matéria de educação física à minha prima (futsal), chega o meu pai, a Sofia e o meu irmão. Vejo, então, uma cabeleira loira a vir e já sei que é ele: pequenino, desengonçado e, adivinhem: vomitado! Enjoou na viagem, o meu irmão. Sempre simpático e bem-disposto, deu-me logo um beijinho. Conversámos todos e, nisto, a minha irmã vai-se embora. Um pouco depois, vamos nós.
14:30 Horas: Estou a sair de casa da minha tia com o meu pai, a Sofia e o meu irmão. Despedimo-nos, “Uma boa semana para vocês”, beijinhos para cá, beijinhos para lá. Continua um calor enorme, lá fora. Entro no BMW, fico enjoada com o cheiro a vomito que lá está. “É provável que te cheire mal agora, aí dentro”, avisou-me a Sofia. E cheirava mesmo muito mal. Fomos até à da minha avó e lá ficou a Sofia e o meu irmão Cláudio. Fui com o meu pai até ao Juventude e já ia atrasada. A Mariana telefona-me: “Onde estás leitãozinho?”, riu-me e respondo “Estou mesmo a chegar”, “Despacha-te porque está tudo à tua espera. Só faltas tu… E a Íris, como sempre”, “Até já”, e, nisto, já a estou a ver a desligar o telemóvel à porta do Juventude. Era um facto, cheguei atrasada.
+/- 15:20 Horas: Entrámos dentro de campo. Começo a aquecer, começa-me a doer a unha. Troco os ténis, fui calçar os ténis de andebol. Rodo os braços, calcanhares ao rabo, joelhos a cima, virilhas, está feito. O meu treinador está distraído e se lhe pedir para ir beber água ele não deixa. Então, fugi, literalmente, dele que só já deu por mim quando estava sentadinha a desfrutar do que, naquele momento, me pareceu a melhor água do mundo. Uns remates à baliza, jogadas de 2 para 1, remates dos nove metros, defendo a bola com o pé direito: esperem, não consigo, está-me a doer. Parei, saí, descalcei-me.
16 Horas: Estou na baliza e a bola segue nossa. Todos os olhares no meio campo e eu ali, nos meus seis metros, conseguia saborear uma vitória “platónica”. Nem vos conto o jogo que me correu tão mal, como têm todos corrido, ultimamente. Sofri três golos e marcámos dois. E a culpa de um jogo que deveria ter sido nosso está adjacente à minha pele, pesa-me na consciência. Vão-se embora, não cumprimentam. A equipa adversária festeja. Eu e a Mariana ainda ficámos lá, meio perdidas, a tentar agradecer ao público que, desta vez, não nos valeu. Fomos tomar banho, o silêncio pesa naquelas quatro paredes marcadas pela velhice. A transpiração corre-nos pela cara, a revolta está em cada bocadinho das nossas feições. Começamos a falar, aliviamos o stress, a cólera sai de dentro de nós. Queria-me despachar e a Joana não deixava. Olhei para a minha mão coberta de espuma e pensei fazer uma maldade. Esfreguei-lhe a mão na cara e, nisto, entrou-me espuma para o olho. Numa luta de braços para ver quem chegava à água primeiro, numa tentativa de reduzir a dor, gritávamos ao mesmo tempo: “ENTROU-ME ESPUMA PARA OS OLHOS, SAI DAÍ!”. Estávamos ambas aflitas, mas fui eu que tive que esperar, visto que fui eu que provoquei a situação. Foi justo! Depressa aliviei a minha dor e depressa acabei o meu banho. Limpei-me, vesti-me, fresquinha e cheirosinha, só me faltava uma coisa: “Alguém tem um pente, uma escova, qualquer coisa que dê…?”, “Toma, mas tem cabelos” respondeu, prontamente, a Ritinha. Tirei os cabelos, penteei-me, voltei a tirar os cabelos, devolvi-lhe o pente. Vou-me embora.
+/- 18:25 Horas: Chego a casa. “Como correu o jogo?”, pergunta a minha mãe. “Perdemos”, “Pela tua disposição, vi logo que tinha sido isso”, respondeu. Fui preparar um lanche enorme e liguei o computador. O meu irmão, na sua inocência, ainda me roubou um ou outro sorriso. No meio da minha fase deprimente da tarde, comecei a pensar em ti. Percebi que tinha passado o dia todo sem me lembrar, sequer, que existias. Hoje, só pensei em ti quando estava a precisar de uns miminhos ou, talvez, de um sorriso, de uma gargalhada que me animasse. E tu sabes fazer isso tão bem… Percebi, então, que ainda não me tinhas mandado uma mensagem. Estás no teu mundo este fim-de-semana, estás como queres e como gostas. Percebo que não me digas nada, isso é óbvio. Na tua posição, com um fim-de-semana assim, eu também não diria.
20:00 Horas: “Rita, traz uma cadeira da sala e vem jantar”, “Vou já mãe”. Mais 10/15 minutos, “Ana Rita, já não te chamo mais”, “Estou a ir, mãe”. E fui. Comi frango com batatas fritas, salada de tomate e Coca-Cola. Comi até rebentar, devo dizer. Pelo menos a comida não me deprime! Agora são horas de admitir que começo a ficar com saudades tuas… São horas de admitir que começo a sentir falta de um abraço teu. E são, também, horas de te dizer que, embora tenha saudades e sinta falta de tudo isto, deixaste de ser prioridade, deixaste de ser, muito exageradamente, uma necessidade básica para mim. Começo a concentrar-me noutros eventuais romances, passageiros, devo admitir. Percebo que não posso ser só para ti, que me posso dar a alguém que me faça melhor. Percebo, também, que, por enquanto, não vou amar. Mas estou no meu direito de tentar. E, tenho a certeza, vou dar o meu melhor.
21:14 Horas: Enquanto estás aí no teu círculo de amigos, eu vou beber café com a Boxa, vamos mandar umas quantas postas de pescada para o ar, fazer um corte e costura deste e daquela, passar um serão agradável. A noite está propícia, o vento está a favor, a Lua está espelhada. E adivinha… Vejo nela, na Lua, todos os teus passos. Hoje, só hoje, controlo-te. “
21:17H
+/- 12:30 Horas: Entro no carro da minha irmã, um calor infernal. O vidro do meu lado não abre, como sempre: “Este ar-condicionado está-me a desiludir cada vez mais”, digo eu em jeito de reclamação. “O meu carro não funciona a ar-condicionado, mas sim com correntes de ar”, repostou a minha irmã, em jeito de ironia. Depressa chegámos à da minha tia. Cumprimentámos toda a família e sentámo-nos, prontamente, à mesa. Mais minuto, menos minuto, conversa para cá, conversa para lá e, nisto, já estávamos a comer. Acabámos de comer, fomos para a sala. Neste instante em que explico a matéria de educação física à minha prima (futsal), chega o meu pai, a Sofia e o meu irmão. Vejo, então, uma cabeleira loira a vir e já sei que é ele: pequenino, desengonçado e, adivinhem: vomitado! Enjoou na viagem, o meu irmão. Sempre simpático e bem-disposto, deu-me logo um beijinho. Conversámos todos e, nisto, a minha irmã vai-se embora. Um pouco depois, vamos nós.
14:30 Horas: Estou a sair de casa da minha tia com o meu pai, a Sofia e o meu irmão. Despedimo-nos, “Uma boa semana para vocês”, beijinhos para cá, beijinhos para lá. Continua um calor enorme, lá fora. Entro no BMW, fico enjoada com o cheiro a vomito que lá está. “É provável que te cheire mal agora, aí dentro”, avisou-me a Sofia. E cheirava mesmo muito mal. Fomos até à da minha avó e lá ficou a Sofia e o meu irmão Cláudio. Fui com o meu pai até ao Juventude e já ia atrasada. A Mariana telefona-me: “Onde estás leitãozinho?”, riu-me e respondo “Estou mesmo a chegar”, “Despacha-te porque está tudo à tua espera. Só faltas tu… E a Íris, como sempre”, “Até já”, e, nisto, já a estou a ver a desligar o telemóvel à porta do Juventude. Era um facto, cheguei atrasada.
+/- 15:20 Horas: Entrámos dentro de campo. Começo a aquecer, começa-me a doer a unha. Troco os ténis, fui calçar os ténis de andebol. Rodo os braços, calcanhares ao rabo, joelhos a cima, virilhas, está feito. O meu treinador está distraído e se lhe pedir para ir beber água ele não deixa. Então, fugi, literalmente, dele que só já deu por mim quando estava sentadinha a desfrutar do que, naquele momento, me pareceu a melhor água do mundo. Uns remates à baliza, jogadas de 2 para 1, remates dos nove metros, defendo a bola com o pé direito: esperem, não consigo, está-me a doer. Parei, saí, descalcei-me.
16 Horas: Estou na baliza e a bola segue nossa. Todos os olhares no meio campo e eu ali, nos meus seis metros, conseguia saborear uma vitória “platónica”. Nem vos conto o jogo que me correu tão mal, como têm todos corrido, ultimamente. Sofri três golos e marcámos dois. E a culpa de um jogo que deveria ter sido nosso está adjacente à minha pele, pesa-me na consciência. Vão-se embora, não cumprimentam. A equipa adversária festeja. Eu e a Mariana ainda ficámos lá, meio perdidas, a tentar agradecer ao público que, desta vez, não nos valeu. Fomos tomar banho, o silêncio pesa naquelas quatro paredes marcadas pela velhice. A transpiração corre-nos pela cara, a revolta está em cada bocadinho das nossas feições. Começamos a falar, aliviamos o stress, a cólera sai de dentro de nós. Queria-me despachar e a Joana não deixava. Olhei para a minha mão coberta de espuma e pensei fazer uma maldade. Esfreguei-lhe a mão na cara e, nisto, entrou-me espuma para o olho. Numa luta de braços para ver quem chegava à água primeiro, numa tentativa de reduzir a dor, gritávamos ao mesmo tempo: “ENTROU-ME ESPUMA PARA OS OLHOS, SAI DAÍ!”. Estávamos ambas aflitas, mas fui eu que tive que esperar, visto que fui eu que provoquei a situação. Foi justo! Depressa aliviei a minha dor e depressa acabei o meu banho. Limpei-me, vesti-me, fresquinha e cheirosinha, só me faltava uma coisa: “Alguém tem um pente, uma escova, qualquer coisa que dê…?”, “Toma, mas tem cabelos” respondeu, prontamente, a Ritinha. Tirei os cabelos, penteei-me, voltei a tirar os cabelos, devolvi-lhe o pente. Vou-me embora.
+/- 18:25 Horas: Chego a casa. “Como correu o jogo?”, pergunta a minha mãe. “Perdemos”, “Pela tua disposição, vi logo que tinha sido isso”, respondeu. Fui preparar um lanche enorme e liguei o computador. O meu irmão, na sua inocência, ainda me roubou um ou outro sorriso. No meio da minha fase deprimente da tarde, comecei a pensar em ti. Percebi que tinha passado o dia todo sem me lembrar, sequer, que existias. Hoje, só pensei em ti quando estava a precisar de uns miminhos ou, talvez, de um sorriso, de uma gargalhada que me animasse. E tu sabes fazer isso tão bem… Percebi, então, que ainda não me tinhas mandado uma mensagem. Estás no teu mundo este fim-de-semana, estás como queres e como gostas. Percebo que não me digas nada, isso é óbvio. Na tua posição, com um fim-de-semana assim, eu também não diria.
20:00 Horas: “Rita, traz uma cadeira da sala e vem jantar”, “Vou já mãe”. Mais 10/15 minutos, “Ana Rita, já não te chamo mais”, “Estou a ir, mãe”. E fui. Comi frango com batatas fritas, salada de tomate e Coca-Cola. Comi até rebentar, devo dizer. Pelo menos a comida não me deprime! Agora são horas de admitir que começo a ficar com saudades tuas… São horas de admitir que começo a sentir falta de um abraço teu. E são, também, horas de te dizer que, embora tenha saudades e sinta falta de tudo isto, deixaste de ser prioridade, deixaste de ser, muito exageradamente, uma necessidade básica para mim. Começo a concentrar-me noutros eventuais romances, passageiros, devo admitir. Percebo que não posso ser só para ti, que me posso dar a alguém que me faça melhor. Percebo, também, que, por enquanto, não vou amar. Mas estou no meu direito de tentar. E, tenho a certeza, vou dar o meu melhor.
21:14 Horas: Enquanto estás aí no teu círculo de amigos, eu vou beber café com a Boxa, vamos mandar umas quantas postas de pescada para o ar, fazer um corte e costura deste e daquela, passar um serão agradável. A noite está propícia, o vento está a favor, a Lua está espelhada. E adivinha… Vejo nela, na Lua, todos os teus passos. Hoje, só hoje, controlo-te. “
21:17H
sexta-feira, 14 de maio de 2010
14-3-10
“As sextas-feiras conseguem ser sempre dias horríveis. E, hoje, passou-se mais uma. Enfim, na prática só tive uma aula: psicologia. Não fiz a aula de educação física, graças a um problema técnico, nada que não se resolva com a operação de que estou à espera.
Infelizmente, hoje NÃO há Luar. Não há para mim e, confesso, muito egoisticamente, não deveria, também, haver para ti. Mas não somos almas gémeas e, no fundo, nunca fomos. Foste, sim, o meu grande amor. Grande, de facto, no seu sentido mais literal, se é que me entendes.
Enfim, prometeste-me juras de amor eterno e sabes o que acho mais absurdo? É que sempre soube, sempre senti esta efemeridade da vida que está entranhada em todas as minhas células. Existem formas de nos tornarmos eternos. Mas não é, com toda a certeza, com um grande amor. Agora, confesso-te: acho que nunca foste um bom amor. Mas foste o meu maior amor. E, acredita, serás sempre, por muito que eu não queira, assunto meu, da minha cabeça. Vais estar cá sempre e cada vez que me quiseres usar por uma mera questão de necessidade “prático-amorosa” eu vou deixar-te usar-me. Como sempre deixei. Pode ser que um dia encontre a minha alma gémea, a minha verdadeira alma gémea. E, nesse dia, tenho a certeza, vou ser capaz de te virar as costas.
Lá está, estou nostálgica outra vez. Mas tento disfarçar. Agora por nostálgica, eu adoro fazer este jogo de palavras contigo, deixando-te sempre sem saberes bem do que falo.
Ah, queres saber o que te queria dizer quarta à noite? “Estou com saudades tuas”, era o que te queria dizer. É esta sensação de saudade de um tempo vivido, constantemente idealizado e irreal, que me deixa nostálgica.
Odeio-te tanto por seres a única pessoa que me faz tão infeliz. Amo-te tanto por seres a única pessoa que já me fez tão feliz. E é este o passado que carrego comigo que, enfim, achei já esquecido. É este passado que me assombra, que faz de ti a minha grande quimera, sem eu querer. E é este passado, também, que me faz ter toda a vontade do mundo de correr atrás de um abraço teu. De correr atrás de um beijo teu. A verdade é que ninguém pode correr atrás do passado. Só pode correr dele, fugir dele. E é isso que eu, mais tarde ou mais cedo, vou fazer. Tenho a certeza.
Até lá, vou-te amando. Uns dias mais, outros dias menos. Tal como dita a minha paciência. Tal como dita a minha vontade. Tal como tu me ditas.
Hey… Posso-te pedir que hoje, apenas hoje, fiques comigo?”
22:48
Infelizmente, hoje NÃO há Luar. Não há para mim e, confesso, muito egoisticamente, não deveria, também, haver para ti. Mas não somos almas gémeas e, no fundo, nunca fomos. Foste, sim, o meu grande amor. Grande, de facto, no seu sentido mais literal, se é que me entendes.
Enfim, prometeste-me juras de amor eterno e sabes o que acho mais absurdo? É que sempre soube, sempre senti esta efemeridade da vida que está entranhada em todas as minhas células. Existem formas de nos tornarmos eternos. Mas não é, com toda a certeza, com um grande amor. Agora, confesso-te: acho que nunca foste um bom amor. Mas foste o meu maior amor. E, acredita, serás sempre, por muito que eu não queira, assunto meu, da minha cabeça. Vais estar cá sempre e cada vez que me quiseres usar por uma mera questão de necessidade “prático-amorosa” eu vou deixar-te usar-me. Como sempre deixei. Pode ser que um dia encontre a minha alma gémea, a minha verdadeira alma gémea. E, nesse dia, tenho a certeza, vou ser capaz de te virar as costas.
Lá está, estou nostálgica outra vez. Mas tento disfarçar. Agora por nostálgica, eu adoro fazer este jogo de palavras contigo, deixando-te sempre sem saberes bem do que falo.
Ah, queres saber o que te queria dizer quarta à noite? “Estou com saudades tuas”, era o que te queria dizer. É esta sensação de saudade de um tempo vivido, constantemente idealizado e irreal, que me deixa nostálgica.
Odeio-te tanto por seres a única pessoa que me faz tão infeliz. Amo-te tanto por seres a única pessoa que já me fez tão feliz. E é este o passado que carrego comigo que, enfim, achei já esquecido. É este passado que me assombra, que faz de ti a minha grande quimera, sem eu querer. E é este passado, também, que me faz ter toda a vontade do mundo de correr atrás de um abraço teu. De correr atrás de um beijo teu. A verdade é que ninguém pode correr atrás do passado. Só pode correr dele, fugir dele. E é isso que eu, mais tarde ou mais cedo, vou fazer. Tenho a certeza.
Até lá, vou-te amando. Uns dias mais, outros dias menos. Tal como dita a minha paciência. Tal como dita a minha vontade. Tal como tu me ditas.
Hey… Posso-te pedir que hoje, apenas hoje, fiques comigo?”
22:48
quarta-feira, 12 de maio de 2010
12-5-10
“Ah, é verdade, quase me esquecia. Tenho uma novidade para vos dar. Enfim, o Memorial do Convento, esse, tenho a certeza, não vou ser capaz de ler, pelo menos não enquanto me obrigarem a ler. Talvez o leia nas férias do Verão, depois do Exame de Português – quando já não estiver a ser obrigada a lê-lo. Mas estou profundamente empenhada numa outra leitura: a Bíblia. É verdade, a Bíblia! E, por mais irónico que vos possa parecer, este interesse todo pela Bíblia trouxe-mo José Saramago. Enfim, talvez por estar um pouco mais descrente, também… Mas, sem dúvida, José Saramago deu-me vontade de ter conhecimento de causa para poder falar sobre a Bíblia: para poder enfrentar teólogos, como ele… ou, então, para poder enfrentar o próprio Saramago.
Vejamos, então, que pecados vou ter vontade de cometer depois desta minha leitura… Talvez seja eu o próximo Caim!”
22:12H
Vejamos, então, que pecados vou ter vontade de cometer depois desta minha leitura… Talvez seja eu o próximo Caim!”
22:12H
12-5-10
“Estou sem paciência. Jesus, hoje estou mesmo sem paciência. Nem a vinda papal, tão esperada pelos nossos católicos portugueses, me dá paciência. Comecei bem o dia, mas o decorrer deste não me trouxe grandes alegrias. Num primeiro plano, as três aulas que tive hoje levaram-me mais do que quatro horas e meia: senti que cada aula se arrastou durando longas e duras horas. Num segundo plano, acordei com sono! Quando o meu despertador tocou, às sete da manhã, voltei-me para o outro lado e só me apeteceu gritar bem alto: vai-te f****. Mas como sou uma pessoa bem-educada, porque, enfim, a sociedade em que me insiro sempre me ensinou a conter as minhas pulsões, ao fim de cinco minutos estava de pé a dar os bons dias à minha mãe. E, como se nada fosse, Ana Rita vai ao banho, Ana Rita vai à escola. E isto, sim, isto dava para fazer uma boa colecção de livros infantis do género “Anita vai ao campo”. Agora por isso, e já que estou sem paciência, aproveito para vos confessar a vocês, leitores, um grande segredo: eu sempre adorei a Anita. Mas mais do que a Anita, o que eu gostava mesmo era do cão da Anita que cujo nome, se não me engano, é Pantufa.
Desviando, então, as atenções da Anita, e continuando nos meus planos para vos explicar porque estou sem paciência. E chegamos, agora, ao último plano: o terceiro. Num terceiro (e último) plano, ontem mandei-te uma mensagem, lembraste? Enfim, não nos despedimos da melhor forma e não era capaz de adormecer sem te dizer qualquer coisa que considerei ser fofinha. Meus caros leitores, e agora dirijo-me a vocês: pois a resposta que obtive, além de ser quase vinte e quatro horas depois, deixou muito, mas muito a desejar.
Digam-me lá, vocês que me compreendem tão bem, tenho ou não tenho motivos para estar sem paciência? Enfim, jurei a mim mesma que, a partir de hoje, não ia fazer nada, nada para isto dar certo, muito pelo contrário! A verdade é que tenho uma pressão enorme e todos os meus amigos me dizem, me alertam, quase que me gritam para parar com isto. E é o que eu vou fazer.
Chegou a altura de seres tu a perder. Chegou a altura de ser eu a mandar. Não tens o direito de me usar para o que queres e quando queres. Não tens o direito de me foderes, quase que literalmente, e, de seguida, me virares as costas e ires-te embora. Não achas que não podes ser sempre tu a rir em último? Por mais que te ame, também tenho esse direito.
E, enfim, hoje percebi que o Amor também tem destes dias, e ainda bem que tem. Para mim, confesso-vos, foi o primeiro dia em que perdi a paciência. E gabo a paciência daqueles que nunca a perdem. Hoje, é o primeiro dia em que estou a sentir que te consigo trocar por um cigarro fumado à sombra de uma Lua Cheia. É o primeiro dia em que estou a sentir que era capaz de ir ver o pôr-do-sol sem ti. É o primeiro dia em que estou a sentir que era capaz de te perguntar, muito seriamente:
Ficas comigo? – e de, logo a seguir, te dizer: Porque se não ficares, vou procurar o meu grande amor que, tenho a certeza, anda à minha procura também.
Despreza-me. É que eu hoje, tenho a certeza, consigo fazer-te o mesmo.”
21:56
Desviando, então, as atenções da Anita, e continuando nos meus planos para vos explicar porque estou sem paciência. E chegamos, agora, ao último plano: o terceiro. Num terceiro (e último) plano, ontem mandei-te uma mensagem, lembraste? Enfim, não nos despedimos da melhor forma e não era capaz de adormecer sem te dizer qualquer coisa que considerei ser fofinha. Meus caros leitores, e agora dirijo-me a vocês: pois a resposta que obtive, além de ser quase vinte e quatro horas depois, deixou muito, mas muito a desejar.
Digam-me lá, vocês que me compreendem tão bem, tenho ou não tenho motivos para estar sem paciência? Enfim, jurei a mim mesma que, a partir de hoje, não ia fazer nada, nada para isto dar certo, muito pelo contrário! A verdade é que tenho uma pressão enorme e todos os meus amigos me dizem, me alertam, quase que me gritam para parar com isto. E é o que eu vou fazer.
Chegou a altura de seres tu a perder. Chegou a altura de ser eu a mandar. Não tens o direito de me usar para o que queres e quando queres. Não tens o direito de me foderes, quase que literalmente, e, de seguida, me virares as costas e ires-te embora. Não achas que não podes ser sempre tu a rir em último? Por mais que te ame, também tenho esse direito.
E, enfim, hoje percebi que o Amor também tem destes dias, e ainda bem que tem. Para mim, confesso-vos, foi o primeiro dia em que perdi a paciência. E gabo a paciência daqueles que nunca a perdem. Hoje, é o primeiro dia em que estou a sentir que te consigo trocar por um cigarro fumado à sombra de uma Lua Cheia. É o primeiro dia em que estou a sentir que era capaz de ir ver o pôr-do-sol sem ti. É o primeiro dia em que estou a sentir que era capaz de te perguntar, muito seriamente:
Ficas comigo? – e de, logo a seguir, te dizer: Porque se não ficares, vou procurar o meu grande amor que, tenho a certeza, anda à minha procura também.
Despreza-me. É que eu hoje, tenho a certeza, consigo fazer-te o mesmo.”
21:56
segunda-feira, 10 de maio de 2010
10-5-10
"Hoje, se pudesse, dava a volta ao mundo. Fazia de um minuto, um segundo. Pintava uma tela de preto. Compunha uma música. Lia o Corão. Ia ao espaço e voltava. Perguntava-me para e porque é que existes em mim. E fazia tudo isto para te poder perceber. Para te poder tirar tudo o que em ti ficou. Para me poder dar tudo o que de mim saiu.
Sabes como nos lembro tão bem… Éramos tão de nós e para nós. Vivíamos tão para o que tínhamos. Davas-me um sorriso e eu, Meu Deus!, eu via-me tão bem nele. Embora nunca tenhas tido o que mais idealizei (e o que sempre idealizei) em alguém que seria perfeito para mim… Sempre gostei tanto de ti. Se soubesses isto, tenho a certeza, voltavas para mim.. Se soubesses isto, tenho a certeza,…
Sugas-me cada pedaço de alma, tiras-me o fôlego, lavas-me o espírito, levas-me o coração. Tiras-me, como sempre me tiraste, o que nunca ninguém poderia tirar, por ser tão meu, por trazer comigo sempre: roubas-me a inocência, dás-me a ignorância, brincas comigo, usas-me. E pensas que não sei, que nunca sei, fazes por me esconder. E não era tão melhor se não soubesse? Era feliz, era melhor. Mas sei, e pesa por isso mesmo, pesa porque sei e não consigo fazer nada. Não te consigo afastar de mim.
Ontem, quando nos beijámos, sabes o que senti? Voltei a sentir as pernas a tremer, aquele “je ne sais quois” tão próprio de quem está apaixonado… Melhor do que isso: voltei a sentir a tua língua tocar a minha, voltei a sentir as tuas mãos assentarem sobre a minha anca num gesto de, talvez, quem sabe, sedução. O teu abraço, bem fechado, vale mais que todos os milhares de estrelas que observo todas as noites. A tua mão, entrelaçada na minha, vale mais que todas as constelações do mundo. O teu olhar, sempre tão cheio, vale mais do que toda a sabedoria. O teu sorriso, esse, Meu Deus, dava-me a mim, de corpo e alma, por ele.
A pele do teu pescoço que tantas vezes achei ser meu, voltei a senti-la…Tive oportunidade de, num momento de carinho, poder passar os meus lábios por ela. Seguras-me a mão e, naquele momento, tive a certeza, fui tua.
Abraça-me outra vez. Beija-me outra vez. Deixa-me mostrar-te como nunca, nunca quis deixar de ser tua. Quis fazer amor contigo toda a noite. Até adormecer nos teus braços. Como sempre sonhei. Quis que voltasse a haver um nós a preencher o que nunca foi nosso. Quis dizer-te tanto… Mostrar-te tanto…
Explico-te, agora, pelo meio que melhor sei ser, pelo meio no qual melhor me sei mostrar, como tenho tantas saudades tuas. Digo-te agora, por meio de palavras que me vão sendo arrancadas, como te quero.
Confesso-te, então, num jeito meio sem jeito: Amo-te. A verdade, é que sempre te amei, e como me detesto por nem isso te conseguir negar.
Não te estou a pedir o mundo. Não te estou a pedir a eternidade. Sei que não existe. Estou-te a pedir que, na efemeridade do tempo que vamos vivendo, leves todas as intempéries que me atormentam e que me tragas dias melhores, longe de todas as mentiras que julgo já ter vivido contigo.
“Não te vais arrepender?”
“Não…”
“Tens a certeza?”
“Absoluta”
A única certeza que tenho (e mais uma vez te confesso) é a de que te quero voltar a sentir em mim, como senti, ontem. De que importa se me vou arrepender? De que importa isso quando, hoje, me podes fazer sentir tão bem… De que importa o dia de amanhã quando eu nem sei se vou estar cá para te poder dizer o que nunca te disse… De que importa o futuro, quando a única certeza que temos é o presente inerente à condição de seres humanos, de animais racionais, conscientes e consciencializados do que somos, do que fomos e do que, inevitavelmente, iremos ser.
O pó que, um dia, irei ser vai permanecer na vida dos que vêm, para mostrar que um dia alguém amou tanto, sentiu tanto, deu tanto: para, depois, acabar como todos os que não ficam.
Ninguém disse que por virmos ao mundo tínhamos que ser felizes… visto que a vida é o maior prazer que alguém nos pode dar. É o melhor direito que todos podemos exigir. O Amor, esse, é uma arma biológica, um amigo, um inimigo. É o melhor dos pecados, e o mais pesado também.
“With eyes closed we're gonna spin through the stars”
“Gonna take a boat to the end of the world”
“I don't know why I can't keep my eyes off of you” "
23:23H
Sabes como nos lembro tão bem… Éramos tão de nós e para nós. Vivíamos tão para o que tínhamos. Davas-me um sorriso e eu, Meu Deus!, eu via-me tão bem nele. Embora nunca tenhas tido o que mais idealizei (e o que sempre idealizei) em alguém que seria perfeito para mim… Sempre gostei tanto de ti. Se soubesses isto, tenho a certeza, voltavas para mim.. Se soubesses isto, tenho a certeza,…
Sugas-me cada pedaço de alma, tiras-me o fôlego, lavas-me o espírito, levas-me o coração. Tiras-me, como sempre me tiraste, o que nunca ninguém poderia tirar, por ser tão meu, por trazer comigo sempre: roubas-me a inocência, dás-me a ignorância, brincas comigo, usas-me. E pensas que não sei, que nunca sei, fazes por me esconder. E não era tão melhor se não soubesse? Era feliz, era melhor. Mas sei, e pesa por isso mesmo, pesa porque sei e não consigo fazer nada. Não te consigo afastar de mim.
Ontem, quando nos beijámos, sabes o que senti? Voltei a sentir as pernas a tremer, aquele “je ne sais quois” tão próprio de quem está apaixonado… Melhor do que isso: voltei a sentir a tua língua tocar a minha, voltei a sentir as tuas mãos assentarem sobre a minha anca num gesto de, talvez, quem sabe, sedução. O teu abraço, bem fechado, vale mais que todos os milhares de estrelas que observo todas as noites. A tua mão, entrelaçada na minha, vale mais que todas as constelações do mundo. O teu olhar, sempre tão cheio, vale mais do que toda a sabedoria. O teu sorriso, esse, Meu Deus, dava-me a mim, de corpo e alma, por ele.
A pele do teu pescoço que tantas vezes achei ser meu, voltei a senti-la…Tive oportunidade de, num momento de carinho, poder passar os meus lábios por ela. Seguras-me a mão e, naquele momento, tive a certeza, fui tua.
Abraça-me outra vez. Beija-me outra vez. Deixa-me mostrar-te como nunca, nunca quis deixar de ser tua. Quis fazer amor contigo toda a noite. Até adormecer nos teus braços. Como sempre sonhei. Quis que voltasse a haver um nós a preencher o que nunca foi nosso. Quis dizer-te tanto… Mostrar-te tanto…
Explico-te, agora, pelo meio que melhor sei ser, pelo meio no qual melhor me sei mostrar, como tenho tantas saudades tuas. Digo-te agora, por meio de palavras que me vão sendo arrancadas, como te quero.
Confesso-te, então, num jeito meio sem jeito: Amo-te. A verdade, é que sempre te amei, e como me detesto por nem isso te conseguir negar.
Não te estou a pedir o mundo. Não te estou a pedir a eternidade. Sei que não existe. Estou-te a pedir que, na efemeridade do tempo que vamos vivendo, leves todas as intempéries que me atormentam e que me tragas dias melhores, longe de todas as mentiras que julgo já ter vivido contigo.
“Não te vais arrepender?”
“Não…”
“Tens a certeza?”
“Absoluta”
A única certeza que tenho (e mais uma vez te confesso) é a de que te quero voltar a sentir em mim, como senti, ontem. De que importa se me vou arrepender? De que importa isso quando, hoje, me podes fazer sentir tão bem… De que importa o dia de amanhã quando eu nem sei se vou estar cá para te poder dizer o que nunca te disse… De que importa o futuro, quando a única certeza que temos é o presente inerente à condição de seres humanos, de animais racionais, conscientes e consciencializados do que somos, do que fomos e do que, inevitavelmente, iremos ser.
O pó que, um dia, irei ser vai permanecer na vida dos que vêm, para mostrar que um dia alguém amou tanto, sentiu tanto, deu tanto: para, depois, acabar como todos os que não ficam.
Ninguém disse que por virmos ao mundo tínhamos que ser felizes… visto que a vida é o maior prazer que alguém nos pode dar. É o melhor direito que todos podemos exigir. O Amor, esse, é uma arma biológica, um amigo, um inimigo. É o melhor dos pecados, e o mais pesado também.
“With eyes closed we're gonna spin through the stars”
“Gonna take a boat to the end of the world”
“I don't know why I can't keep my eyes off of you” "
23:23H
sexta-feira, 7 de maio de 2010
3-5-10
“ Meu Deus… Invoco-Te e convoco-Te e Tu nunca atendes as minhas preces. Mesmo estando a passar uma fase mais herege da minha vida, digo-Te coisas, falo para Ti, na esperança de que existas e que toda essa força de Deus omnipotente que, supostamente, és, faça alguma coisa por mim. (…) Oh! Meus Deus! Onde estás tu quando preciso de ti?
----------‘’----------
Enfim… Pensei, sinceramente, que nunca mais voltavas a ser meu pensamento, a ser objecto de (pre)ocupação para a minha cabeça. A verdade é que percebi que nunca tinhas deixado de existir em mim. Percebi que não tem nada a ver com o teu exterior, tem muito mais que isso. Percebi que, afinal, nunca deixei de te amar. Percebi que, talvez, por me dares o prazer de poder ser apenas eu quando estou contigo, gosto tanto do teu jeito. Quando te abres em palavras desajeitadas que te saiem muito fora do seu som normal, quando me deixas, sem saberes bem como, com um sorriso que esboço milimetricamente para ti… Fico com uma vontade enorme de te beijar. É essa tua forma de ser, é esse teu tom tão sem jeito, tão… Tão teu, tão próprio de ti, que me faz desejar ter-te aqui. (…) São todos os teus defeitos, imagina-os. Agora torna-os, molda-os aos meus olhos. Tu fazes isso todos os dias. E não há um dia que eu não goste de ti. Deixa-me encostar no teu peito… Era capaz de ouvir a balada do teu coração a noite toda. Diz-me, uma última vez, que me amas. Beija-me, uma última vez. Mata-me, uma última vez.”
21:29H
----------‘’----------
Enfim… Pensei, sinceramente, que nunca mais voltavas a ser meu pensamento, a ser objecto de (pre)ocupação para a minha cabeça. A verdade é que percebi que nunca tinhas deixado de existir em mim. Percebi que não tem nada a ver com o teu exterior, tem muito mais que isso. Percebi que, afinal, nunca deixei de te amar. Percebi que, talvez, por me dares o prazer de poder ser apenas eu quando estou contigo, gosto tanto do teu jeito. Quando te abres em palavras desajeitadas que te saiem muito fora do seu som normal, quando me deixas, sem saberes bem como, com um sorriso que esboço milimetricamente para ti… Fico com uma vontade enorme de te beijar. É essa tua forma de ser, é esse teu tom tão sem jeito, tão… Tão teu, tão próprio de ti, que me faz desejar ter-te aqui. (…) São todos os teus defeitos, imagina-os. Agora torna-os, molda-os aos meus olhos. Tu fazes isso todos os dias. E não há um dia que eu não goste de ti. Deixa-me encostar no teu peito… Era capaz de ouvir a balada do teu coração a noite toda. Diz-me, uma última vez, que me amas. Beija-me, uma última vez. Mata-me, uma última vez.”
21:29H
quarta-feira, 28 de abril de 2010
28-4-10
“Hoje, pensei tanto em ti… Já não pensava em ti há tanto tempo… Meu Deus, achei-te uma coisa esquecida. Mas não. Infelizmente, não. Esperei o dia todo por uma mensagem tua. A verdade é que não quero que saibas que voltei a pensar em ti… A pensar em ti desta forma… Não te quero afastar.
Quero que me beijes. Quero que me toques, quero tocar-te. Quero poder despir-te, fazer-te meu território como fiz, em tempos. Quero sentir a tua língua tocar a minha. Quero beijar-te, lentamente, já estou no teu pescoço. Lambo-te, beijo-te, mordo-te. Com carinho, com amor, consigo avançar… Despes-me, dispo-te. Corremos todos os cantos da minha casa, com brusquidão, encostas-me à parede, encosto-te à parede. Puxo-te os cabelos, arranho-te as costas. Mordo-te os lábios, o queixo, a orelha. E, agora, fazes de mim a mulher mais feliz do mundo. Consigo imaginar-nos tão bem, repetimos os actos, fazemos as palavras, ditamos o momento, soltamos os sentimentos. Ouvem-se os gemidos: o mundo é meu. O mundo é nosso. O mundo foi esquecido para ser lembrado em nós. Para ser retido em nós. Para, em nós, dar o melhor dele. Para ser NOSSO. NOSSO, entendes?
Gira e volta, e num rodopio de emoções salta cá para fora, diz o que sentes, faz o que queres. Sê tu e só tu, ninguém faz mais por ti do que tu próprio(a). Bebe, fuma, fode, diverte-te. Vive o momento. Experimenta todos os pecados, não podes morrer sem antes teres vivido tudo. Sem antes teres dito tudo. Só não te dês a ninguém assim, desta forma. Não dês. Dás tanto de ti, tanto, não fica nada. Não sobra nada para dares a outra pessoa. Deixaste tudo para alguém que não te podia dar mais. Não porque não gostasse de ti, mas porque nunca gostou tanto quanto tu. Enquanto tu davas e exigias o que davas, a outra parte não tinha mais, esgotou. Hoje, compreendo isso. E percebo, também, como erramos tanto em dar o que não temos, em dar o que sempre sonhámos ser.
Gostava de te ter aqui, ao meu lado. Poder explicar-te como não te esqueci, como te lembro tão bem. Poder pedir-te, num sonho, um beijo. Gostava que mo desses, esse beijo, com um sabor especial… Esse sabor a paixão que tanta falta me faz.
Vem dormir comigo… Só esta noite. Fico nos teus braços… Fico no teu calor. Fico em ti. Fico em nós.”
22:05H
Quero que me beijes. Quero que me toques, quero tocar-te. Quero poder despir-te, fazer-te meu território como fiz, em tempos. Quero sentir a tua língua tocar a minha. Quero beijar-te, lentamente, já estou no teu pescoço. Lambo-te, beijo-te, mordo-te. Com carinho, com amor, consigo avançar… Despes-me, dispo-te. Corremos todos os cantos da minha casa, com brusquidão, encostas-me à parede, encosto-te à parede. Puxo-te os cabelos, arranho-te as costas. Mordo-te os lábios, o queixo, a orelha. E, agora, fazes de mim a mulher mais feliz do mundo. Consigo imaginar-nos tão bem, repetimos os actos, fazemos as palavras, ditamos o momento, soltamos os sentimentos. Ouvem-se os gemidos: o mundo é meu. O mundo é nosso. O mundo foi esquecido para ser lembrado em nós. Para ser retido em nós. Para, em nós, dar o melhor dele. Para ser NOSSO. NOSSO, entendes?
Gira e volta, e num rodopio de emoções salta cá para fora, diz o que sentes, faz o que queres. Sê tu e só tu, ninguém faz mais por ti do que tu próprio(a). Bebe, fuma, fode, diverte-te. Vive o momento. Experimenta todos os pecados, não podes morrer sem antes teres vivido tudo. Sem antes teres dito tudo. Só não te dês a ninguém assim, desta forma. Não dês. Dás tanto de ti, tanto, não fica nada. Não sobra nada para dares a outra pessoa. Deixaste tudo para alguém que não te podia dar mais. Não porque não gostasse de ti, mas porque nunca gostou tanto quanto tu. Enquanto tu davas e exigias o que davas, a outra parte não tinha mais, esgotou. Hoje, compreendo isso. E percebo, também, como erramos tanto em dar o que não temos, em dar o que sempre sonhámos ser.
Gostava de te ter aqui, ao meu lado. Poder explicar-te como não te esqueci, como te lembro tão bem. Poder pedir-te, num sonho, um beijo. Gostava que mo desses, esse beijo, com um sabor especial… Esse sabor a paixão que tanta falta me faz.
Vem dormir comigo… Só esta noite. Fico nos teus braços… Fico no teu calor. Fico em ti. Fico em nós.”
22:05H
terça-feira, 27 de abril de 2010
17-4-10
“ E, às vezes, por não sabermos aquilo que queremos, magoamos os outros. Neste momento, já passei por muito, muito mesmo… Já passei por mais do que o que seria possível registar aqui, meu Querido Diário. Apenas te posso dizer que apareceu outra pessoa na minha vida. E, assim do nada, já quase que estava comprometida. Mas eu não podia, quem é que eu queria enganar? Sei pelo que estou a passar, e a verdade é que não me consigo dar a nada nem a ninguém. Fiz o que achava certo, e ninguém me pode julgar por isso.
Deixei-te para trás, meu Querido Diário, enquanto passava por coisas que nunca te direi, mas que só tu me poderias ter ajudado. Deixei-te para trás, meu Querido Diário, enquanto seguia em semanas de perdição, enquanto cometia as maiores loucuras, e, vitória sobre vitória, toda a minha história era agora um livro aberto. Salvaguardei-te a ti por saber que eras o meu maior segredo. O meu maior apoio. Falas comigo como ninguém nunca falou. Fazes de mim personagem louca num conto de fadas que, tenho a certeza, vai acabar bem. A ti eu confio paixões, amores e dissabores. A ti eu confio o meu íntimo, mostrando-me a ti nua, despida de segredos. Vês todos os meus sonhos, prevendo o futuro. Meu Querido Diário… A ti te peço a maior magia de todas… Dá-me, a mim, o que um dia perdi, contigo. Dá-me a vontade, o prazer. Dá-me a força, o talento. Dá-me a alma e o sopro. Dá-me a vida e o amor que um dia me levaste nas tuas páginas em branco. Não te julgo: nunca julgo ninguém. Só te peço: devolve-me aquilo que melhor sabia ser. Devolve-me aquele querer (…)
Eu quero tanto… tanto, sentir-me de alguém.”
11.24H
Deixei-te para trás, meu Querido Diário, enquanto passava por coisas que nunca te direi, mas que só tu me poderias ter ajudado. Deixei-te para trás, meu Querido Diário, enquanto seguia em semanas de perdição, enquanto cometia as maiores loucuras, e, vitória sobre vitória, toda a minha história era agora um livro aberto. Salvaguardei-te a ti por saber que eras o meu maior segredo. O meu maior apoio. Falas comigo como ninguém nunca falou. Fazes de mim personagem louca num conto de fadas que, tenho a certeza, vai acabar bem. A ti eu confio paixões, amores e dissabores. A ti eu confio o meu íntimo, mostrando-me a ti nua, despida de segredos. Vês todos os meus sonhos, prevendo o futuro. Meu Querido Diário… A ti te peço a maior magia de todas… Dá-me, a mim, o que um dia perdi, contigo. Dá-me a vontade, o prazer. Dá-me a força, o talento. Dá-me a alma e o sopro. Dá-me a vida e o amor que um dia me levaste nas tuas páginas em branco. Não te julgo: nunca julgo ninguém. Só te peço: devolve-me aquilo que melhor sabia ser. Devolve-me aquele querer (…)
Eu quero tanto… tanto, sentir-me de alguém.”
11.24H
7-4-10
“ Ontem, acabaste com todas as minhas dúvidas: deixaste bem claro como querias que as coisas ficassem por aqui. Nem tenho vontade de escrever.
Se te tivesses dado a mim, num tempo que seria o nosso, eu tinha-te dado a ti todo o mundo, fechado num segundo, preenchendo cada milésimo do teus ser.
E quando o céu cai sobre nós para nos avisar de que nada está certo… E tu não percebes isso porque fechas os olhos e finges que não é contigo… Dói tão mais. (…)
(…)
(…) Não era suposto me teres deixado chegar a este ponto.
Não era.
Foda-se.”
23:40H
Se te tivesses dado a mim, num tempo que seria o nosso, eu tinha-te dado a ti todo o mundo, fechado num segundo, preenchendo cada milésimo do teus ser.
E quando o céu cai sobre nós para nos avisar de que nada está certo… E tu não percebes isso porque fechas os olhos e finges que não é contigo… Dói tão mais. (…)
(…)
(…) Não era suposto me teres deixado chegar a este ponto.
Não era.
Foda-se.”
23:40H
sábado, 24 de abril de 2010
23-3-10
“ “Se a vida voasse para além do destino, como a cabeça nos voa numa folha de papel”, já te tinha feito meu corpo, minha alma. E, neste impasse, em que balanço entre a loucura e a razão, pertences-me, e vejo-te numa vida que faço minha e num sonho que agarro como se fosse meu. És tudo o que eu jamais podia pedir, e és tudo o que eu sempre pensei poder exigir.
E, enquanto descobrimos o ar, num sonho que paira na palma da minha mão, penso que já te tive e que, numa outra vida que não foi a minha, te dei tudo o que não tinha e que não era meu. E, querendo agora fazer um flashforward , vejo-me em ti.
Olho para as noites quentes onde o vento ardente me queima as pálpebras e penso em nós (…) a olhar para as estrelas, a ver o mundo inteiro ser devorado pela ponta do cigarro que vamos fumando. Ver a vida toda, o tempo todo de uma vida ficar ali, absorvido pelo silêncio da noite. Ver-me a mim dizer-te, sussurrar-te ao ouvido como me fazes falta, como preciso de ti.
“Acordo só para te ver dormir (…)” ao meu lado, sem medos, sem pré-conceitos. Agora, és tudo o que tenho… Quero tanto que seja esta a minha visão do futuro…
“Então, desenho o teu corpo em mim… a forma da tua mão em mim (…) ”. Quero dar-me a ti… “É que eu pressinto que vens de tão longe que é teu o lugar onde as estrelas se afundam (…) ”. É teu o lugar onde eu me quero afundar… Hoje, hoje mais do que nunca! Dá-me os teus olhos e deixa-me ser mais do que as tuas pisadas… Deixa-me ser o teu chão. Deita-te nele e sente. Sente o que nele há para sentir. E vai mais longe…
(…)
Abraça-me… (…) “
21:15
E, enquanto descobrimos o ar, num sonho que paira na palma da minha mão, penso que já te tive e que, numa outra vida que não foi a minha, te dei tudo o que não tinha e que não era meu. E, querendo agora fazer um flashforward , vejo-me em ti.
Olho para as noites quentes onde o vento ardente me queima as pálpebras e penso em nós (…) a olhar para as estrelas, a ver o mundo inteiro ser devorado pela ponta do cigarro que vamos fumando. Ver a vida toda, o tempo todo de uma vida ficar ali, absorvido pelo silêncio da noite. Ver-me a mim dizer-te, sussurrar-te ao ouvido como me fazes falta, como preciso de ti.
“Acordo só para te ver dormir (…)” ao meu lado, sem medos, sem pré-conceitos. Agora, és tudo o que tenho… Quero tanto que seja esta a minha visão do futuro…
“Então, desenho o teu corpo em mim… a forma da tua mão em mim (…) ”. Quero dar-me a ti… “É que eu pressinto que vens de tão longe que é teu o lugar onde as estrelas se afundam (…) ”. É teu o lugar onde eu me quero afundar… Hoje, hoje mais do que nunca! Dá-me os teus olhos e deixa-me ser mais do que as tuas pisadas… Deixa-me ser o teu chão. Deita-te nele e sente. Sente o que nele há para sentir. E vai mais longe…
(…)
Abraça-me… (…) “
21:15
22-3-10
"Está-me a encher um cansaço enorme. Nunca mais é sexta... (...)
Antes disso, quero-te a ti. (...)
P.S. Gosto muito de ti."
23:52H
Antes disso, quero-te a ti. (...)
P.S. Gosto muito de ti."
23:52H
19-3-10
“Hoje não falámos… Custou-me muito não te dizer nada o dia todo. Mas tu ontem deixaste de me responder e eu jurei a mim mesma que hoje não te ia mandar mensagem. (…) Tenho tantas saudades tuas… (…) Não sei como te vou dizer isto que sinto por ti. Não sei… Meteste-me numa situação tão complicada onde nem o meu jogo de palavras me vale.
Existem dias em que te quero longe de mim… Dias em que, se pudesse, apagava tudo o que aconteceu. Contrariamente a estes dias, vêm outros… Os dias em que te quero aqui, ao meu lado. Em que te quero abraçar e beijar… Dias, esses, em que me enche uma vontade enorme de te dizer palavras soltas, sem sentido, de forma a seres só tu a percebê-las, à tua maneira. Hoje, quero-te longe de mim e da minha vida. Penso que nunca devias ter entrado nela. Mas cada vez que me lembro dos teus olhos esverdeados… Meu Deus, a tua perfeição dá cabo de mim! Riu-me como uma louca: QUERO-TE AQUI E AGORA. Os teus olhos fazem-me achar que, por isso, já valeu a pena. (…)
És, hoje, a minha paixão. (…) “A vida não é dia sim, dia não”. Para mim, tem que ser sempre dia sim, e só o é se for contigo.
Estou-me nas tintas para amanhã, não pode interessar mais do que hoje.
Carpe Diem.”
21:47H
Existem dias em que te quero longe de mim… Dias em que, se pudesse, apagava tudo o que aconteceu. Contrariamente a estes dias, vêm outros… Os dias em que te quero aqui, ao meu lado. Em que te quero abraçar e beijar… Dias, esses, em que me enche uma vontade enorme de te dizer palavras soltas, sem sentido, de forma a seres só tu a percebê-las, à tua maneira. Hoje, quero-te longe de mim e da minha vida. Penso que nunca devias ter entrado nela. Mas cada vez que me lembro dos teus olhos esverdeados… Meu Deus, a tua perfeição dá cabo de mim! Riu-me como uma louca: QUERO-TE AQUI E AGORA. Os teus olhos fazem-me achar que, por isso, já valeu a pena. (…)
És, hoje, a minha paixão. (…) “A vida não é dia sim, dia não”. Para mim, tem que ser sempre dia sim, e só o é se for contigo.
Estou-me nas tintas para amanhã, não pode interessar mais do que hoje.
Carpe Diem.”
21:47H
18-3-10
“Tenho estado com uma grande indisposição nos últimos dias. Acho que é um vírus, qualquer coisa que anda por aí. Pior que isso, peguei esta coisa horrível à minha mãe que, por causa disto, ontem chegou mais cedo a casa. Imagina, então, que, como tem sido nas últimas quartas, tinhas ido até minha casa? (…) A minha (ou nossa) sorte foi (…)
Hoje, a Joana Durão falou-me do programa para Ibiza. (…)
Estou agora na minha aula de matemática (…)
Acabei de ser apanhada a escrever. E já ouvi o que não queria. (…)
Já fiquei maldisposta.”
10:42H
Hoje, a Joana Durão falou-me do programa para Ibiza. (…)
Estou agora na minha aula de matemática (…)
Acabei de ser apanhada a escrever. E já ouvi o que não queria. (…)
Já fiquei maldisposta.”
10:42H
... 15-3-10
“ (…)
Fecha os olhos… Ouve a minha voz, está no teu interior, chama por ti. Diz… Espera, não fales. Deixa-me ser eu as tuas palavras… A tua consciência. Deixa-me ver os teus lábios perfeitos murmurarem palavras que eu quero ouvir.
Quero-te tanto… tanto...”
21:47H
Fecha os olhos… Ouve a minha voz, está no teu interior, chama por ti. Diz… Espera, não fales. Deixa-me ser eu as tuas palavras… A tua consciência. Deixa-me ver os teus lábios perfeitos murmurarem palavras que eu quero ouvir.
Quero-te tanto… tanto...”
21:47H
15-3-10
“ (…)
Bem, acabei de ter uma grande discussão com a minha mãe. Ela não quer que eu vá estudar para fora. Diz que eu lhe faço lembrar ela própria quando tinha a minha idade. Ontem, descobriu a máquina de enrolar tabaco que comprei na sexta! (…) “
21:47H
Bem, acabei de ter uma grande discussão com a minha mãe. Ela não quer que eu vá estudar para fora. Diz que eu lhe faço lembrar ela própria quando tinha a minha idade. Ontem, descobriu a máquina de enrolar tabaco que comprei na sexta! (…) “
21:47H
13-3-10
“ (…) A verdade é que às vezes sinto-me um bocado assim, em relação a ti. Sinto-me um bocado criança na forma como vejo aquilo que andamos a fazer. Não está certo. E sinto que existem tantos motivos para deixarmos isto por aqui: para fingirmos que nada disto aconteceu.
Num primeiro plano (e penso que o melhor plano), tu tens (…). Pior que isso, eu sempre soube. Nunca falámos sobre isso… Aliás, nunca falamos sobre nada, sobre nada do que é teu. (…)
Noutro plano, temos o tempo. O tempo que há entre nós, este tempo que causa tantas intempéries em mim. O tempo que nos distancia é muito mais do que quilómetros: são … anos de distância. (…) É quase uma década e, Meu Deus, o que pode acontecer numa década! Eu não te posso dar nem metade do que alguém com … anos precisa… E tu não podes esperar por mim. (…) Temos … anos que nos separam bruscamente no tempo: a mim, num tempo que não é o meu, e a ti, num tempo que não é o teu.
E por mais que não acredite nestas coisas do Fado, não vejo outro motivo para as nossas vidas se terem cruzado. Acredito, sim, que nada acontece por acaso. (…) Eu tinha acabado de sair de uma relação complicada e o que mais queria era encontrar alguém diferente. (…) São demasiadas coincidências. (…) Não estamos a agir bem e, por vezes, a minha vontade é pôr um ponto final nesta história cuja introdução nem está terminada. Não devo lutar por uma paixão que não pode ser a minha. (…)
Os teus olhos trazem-me sentimentos paradoxos… Palavras cheias de antonímias. Sinto-me como um vegetal, parada a olhar para um vazio que me enche de dúvidas. Resumo as minhas dúvidas todas numas apenas… E na maior delas todas: tu.”
21:30H
Num primeiro plano (e penso que o melhor plano), tu tens (…). Pior que isso, eu sempre soube. Nunca falámos sobre isso… Aliás, nunca falamos sobre nada, sobre nada do que é teu. (…)
Noutro plano, temos o tempo. O tempo que há entre nós, este tempo que causa tantas intempéries em mim. O tempo que nos distancia é muito mais do que quilómetros: são … anos de distância. (…) É quase uma década e, Meu Deus, o que pode acontecer numa década! Eu não te posso dar nem metade do que alguém com … anos precisa… E tu não podes esperar por mim. (…) Temos … anos que nos separam bruscamente no tempo: a mim, num tempo que não é o meu, e a ti, num tempo que não é o teu.
E por mais que não acredite nestas coisas do Fado, não vejo outro motivo para as nossas vidas se terem cruzado. Acredito, sim, que nada acontece por acaso. (…) Eu tinha acabado de sair de uma relação complicada e o que mais queria era encontrar alguém diferente. (…) São demasiadas coincidências. (…) Não estamos a agir bem e, por vezes, a minha vontade é pôr um ponto final nesta história cuja introdução nem está terminada. Não devo lutar por uma paixão que não pode ser a minha. (…)
Os teus olhos trazem-me sentimentos paradoxos… Palavras cheias de antonímias. Sinto-me como um vegetal, parada a olhar para um vazio que me enche de dúvidas. Resumo as minhas dúvidas todas numas apenas… E na maior delas todas: tu.”
21:30H
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Fora de controlo - 22-4-10
E isto que te digo, é mesmo, mesmo de mim. Vem de uma força que sopra, que me leva as palavras, letra a letra. Vem de uma força maior que eu, maior que tu, maior que nós. E isto que te digo, Meu Amor, é verdade. Vem de dentro de mim, molda-me os sentidos, desfaz-me a alma, assusta-me por dentro. E é a ti, Amor, por quem um dia irei lutar, que escrevo agora. Tenho-te a ti como um destino, o meu destino. Sei que um dia vais fazer valer a pena. Sei que um dia…
Amor… tenho saudades dos dias quentes em que te sentia na pele, no coração. Em que me aceleravas o ritmo cardíaco, as pálpebras tremiam, o estômago, nas suas reviravoltas, fazia-me sentir meio que mal disposta. Os nervos rebentavam e, por vezes, até as pernas falhavam. Eras tu, Amor, só tu, na tua inocência, chegaste até mim, mostraste-me sonhos, lugares… coisas que eu jamais poderia ter experimentado. Amei-te tanto, dei-te tanto… levaste-me tanto, e com o que fiquei eu? Deste-me tão pouco… o que sobra de ti são apenas lembranças de que nada me servem. Amor, volta. Vem ter comigo, faz-me feliz. Feliz como fizeste, em tempos.
Não te sinto há tanto tempo… E tu, Amor, eras o melhor dos meus sentimentos.
Volta… com alguém que faça valer a pena.
19:15H
Amor… tenho saudades dos dias quentes em que te sentia na pele, no coração. Em que me aceleravas o ritmo cardíaco, as pálpebras tremiam, o estômago, nas suas reviravoltas, fazia-me sentir meio que mal disposta. Os nervos rebentavam e, por vezes, até as pernas falhavam. Eras tu, Amor, só tu, na tua inocência, chegaste até mim, mostraste-me sonhos, lugares… coisas que eu jamais poderia ter experimentado. Amei-te tanto, dei-te tanto… levaste-me tanto, e com o que fiquei eu? Deste-me tão pouco… o que sobra de ti são apenas lembranças de que nada me servem. Amor, volta. Vem ter comigo, faz-me feliz. Feliz como fizeste, em tempos.
Não te sinto há tanto tempo… E tu, Amor, eras o melhor dos meus sentimentos.
Volta… com alguém que faça valer a pena.
19:15H
quarta-feira, 21 de abril de 2010
... 11-3-10
" (...) Ontem foi quase como que o culminar de tantos sentimentos que me têm preenchido nas últimas semanas... Quando, num momento de carinho, te beijei a cara suavemente, apercebi-me de como gostava de ti. Cheguei-te a cheirar, Meu Deus, apercebeste-te disso e brincaste com a situação. A verdade é que o fiz inconscientemente... mas fazia-o outra e outra vez: cheiras tão bem... (...)
Pshiu... Fica onde estás... Abraça-me apenas. Os teus lábios chamam-me num sonho inimaginável: num sonho perfeito.
Espera por mim."
11.16H
Pshiu... Fica onde estás... Abraça-me apenas. Os teus lábios chamam-me num sonho inimaginável: num sonho perfeito.
Espera por mim."
11.16H
11-3-10
" (...) "Eu fui devagarinho, com medo de falhar... Não fosse esse o caminho certo para te encontrar. Fui descobrindo devagar cada sorriso teu. Fui aprendendo a procurar por entre sonhos meus. E fui assim chegando, sem entender porquê. Já foram tantas vezes, tantas, assim como esta vez... Mas é mais fundo o teu olhar, mais do que eu sei dizer: é um abrigo para voltar ou um mar para me perder. (...) Eu trago-te comigo: sinto tanto, tanto a tua falta. (...) ""
11:16H
11:16H
8-3-10
" (...) Na quarta vens cá. Tenho uma vontade louca de te beijar, sabes? Torno-me repetitiva. (...) És o maior dos meus desafios. Chegas a ser mais do que um desafio. És o meu pecado, o meu fruto proibido: e é tão melhor assim.
Sabes-me a paixão, sabes-me a gula. Sabes-me tão bem..."
23:08H
Sabes-me a paixão, sabes-me a gula. Sabes-me tão bem..."
23:08H
7-3-10
"Não sei o que se passa comigo. Estou, literalmente, a dar em louca. (...)
Saltam-me palavras e sílaba a sílaba desenho-as aqui. Desformatadas, feias, imperfeitas: o teu oposto.
A verdade é que nem sei o que me fazes sentir. Tenho uma vontade louca (tudo em mim é louco) de te ter aqui comigo. (...)
Desejo-te... num sonho muito erótico, desenho a tua transpiração cair sobre a minha pele... os nossos corpos juntos num momento de sexo, de amor, de loucura... de paixão: de muita paixão.
Fica comigo só esta noite... peço-te: só esta noite.
Será a melhor noite de todas as tuas noites: garanto-te."
00:27H
Saltam-me palavras e sílaba a sílaba desenho-as aqui. Desformatadas, feias, imperfeitas: o teu oposto.
A verdade é que nem sei o que me fazes sentir. Tenho uma vontade louca (tudo em mim é louco) de te ter aqui comigo. (...)
Desejo-te... num sonho muito erótico, desenho a tua transpiração cair sobre a minha pele... os nossos corpos juntos num momento de sexo, de amor, de loucura... de paixão: de muita paixão.
Fica comigo só esta noite... peço-te: só esta noite.
Será a melhor noite de todas as tuas noites: garanto-te."
00:27H
... 5-3-10
" (...) A verdade é que depois de chegar a casa apercebi-me de que, mais uma vez, não me tinhas saído da cabeça. (...) Aprendi a gostar de coisas difíceis: aprendi a gostar de ti. (...) Hoje, despeço-me de ti com um beijo no centro do biquinho (que eu tanto gosto) que os teus lábios fazem. Hey... Sonha comigo."
22:41H
22:41H
5-3-10
" (...) Mal cheguei à escola tive logo que saltar plintos e boques, fazer saltos no trampolim e jogar volley. Depois de uma aula de psicologia a falar de paixões tive o meu primeiro momento de puro relaxamento: o almoço. Durou pouco, alguns quartos de hora e depois fui namorar com os meus amigos limites: continuidades, assimptotas, Teorema de Bolzano; coisas que, naquele momento, me incomodaram. (...) "
22:41H
22:41H
... 1-3-10
" (...) Hoje é segunda e ainda não me saíste da cabeça. Nem tu nem a tua língua entrelaçada na minha num beijo de ocasião, num beijo quente. Num momento... de loucura, é isso, de muita loucura. És qualquer coisa que, tenho a certeza, nunca vou esquecer. "
21:38H
21:38H
1-3-10
" (...) Hoje, passou-se mais uma segunda-feira como tantas outras: as aulas de sempre, as pessoas de sempre, os rituais de sempre... à excepção de uma coisa: uma responsabilidade dentro da minha carteira que me valeu uns belos 10 euros, a boa da nota avermelhada! Enfim, riscos de crianças de 17 anos: riscos que valem a pena. "Tudo vale a pena se a alma não é pequena", já dizia o "meu" Pessoa. E bom, a minha alma é bastante grande: para mim, vale sempre tudo a pena. Não interessa se choramos ou se rimos... Se nos dói ou nos dá prazer: a única coisa que realmente interessa é a experiência, o risco, a adrenalina que pomos em cada coisa que fazemos no nosso dia-a-dia. (...) "
21:38H
21:38H
Pedaços de um Diário de Bordo
Dispenso apresentações. Mas o título que dei ao meu blogue não... De maneira que vos vou tentar explicar o esquema. Ora bem, eu comecei há relativamente pouco tempo a escrever uma espécie de diário, ao qual dei o nome de Diário de Bordo. O que vocês vão ver aqui, neste meu blogue, nada mais vai ser do que bocadinhos desse diário, arrancados por mim. Enfim, é mais uma tentativa de me libertar de qualquer coisa que me incomoda. Pode ser que, partilhando isto, essa qualquer coisa me deixe de pesar aqui, nos ombros.
Deixo-vos, então, nas minhas palavras, esperando poder mudar os vossos sentidos, trazendo-vos, talvez, quem sabe, um sorriso.
Deixo-vos, então, nas minhas palavras, esperando poder mudar os vossos sentidos, trazendo-vos, talvez, quem sabe, um sorriso.
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