sábado, 24 de abril de 2010

13-3-10

“ (…) A verdade é que às vezes sinto-me um bocado assim, em relação a ti. Sinto-me um bocado criança na forma como vejo aquilo que andamos a fazer. Não está certo. E sinto que existem tantos motivos para deixarmos isto por aqui: para fingirmos que nada disto aconteceu.
Num primeiro plano (e penso que o melhor plano), tu tens (…). Pior que isso, eu sempre soube. Nunca falámos sobre isso… Aliás, nunca falamos sobre nada, sobre nada do que é teu. (…)
Noutro plano, temos o tempo. O tempo que há entre nós, este tempo que causa tantas intempéries em mim. O tempo que nos distancia é muito mais do que quilómetros: são … anos de distância. (…) É quase uma década e, Meu Deus, o que pode acontecer numa década! Eu não te posso dar nem metade do que alguém com … anos precisa… E tu não podes esperar por mim. (…) Temos … anos que nos separam bruscamente no tempo: a mim, num tempo que não é o meu, e a ti, num tempo que não é o teu.
E por mais que não acredite nestas coisas do Fado, não vejo outro motivo para as nossas vidas se terem cruzado. Acredito, sim, que nada acontece por acaso. (…) Eu tinha acabado de sair de uma relação complicada e o que mais queria era encontrar alguém diferente. (…) São demasiadas coincidências. (…) Não estamos a agir bem e, por vezes, a minha vontade é pôr um ponto final nesta história cuja introdução nem está terminada. Não devo lutar por uma paixão que não pode ser a minha. (…)
Os teus olhos trazem-me sentimentos paradoxos… Palavras cheias de antonímias. Sinto-me como um vegetal, parada a olhar para um vazio que me enche de dúvidas. Resumo as minhas dúvidas todas numas apenas… E na maior delas todas: tu.”
21:30H

Nenhum comentário:

Postar um comentário