quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fora de controlo - 22-4-10

E isto que te digo, é mesmo, mesmo de mim. Vem de uma força que sopra, que me leva as palavras, letra a letra. Vem de uma força maior que eu, maior que tu, maior que nós. E isto que te digo, Meu Amor, é verdade. Vem de dentro de mim, molda-me os sentidos, desfaz-me a alma, assusta-me por dentro. E é a ti, Amor, por quem um dia irei lutar, que escrevo agora. Tenho-te a ti como um destino, o meu destino. Sei que um dia vais fazer valer a pena. Sei que um dia…
Amor… tenho saudades dos dias quentes em que te sentia na pele, no coração. Em que me aceleravas o ritmo cardíaco, as pálpebras tremiam, o estômago, nas suas reviravoltas, fazia-me sentir meio que mal disposta. Os nervos rebentavam e, por vezes, até as pernas falhavam. Eras tu, Amor, só tu, na tua inocência, chegaste até mim, mostraste-me sonhos, lugares… coisas que eu jamais poderia ter experimentado. Amei-te tanto, dei-te tanto… levaste-me tanto, e com o que fiquei eu? Deste-me tão pouco… o que sobra de ti são apenas lembranças de que nada me servem. Amor, volta. Vem ter comigo, faz-me feliz. Feliz como fizeste, em tempos.
Não te sinto há tanto tempo… E tu, Amor, eras o melhor dos meus sentimentos.
Volta… com alguém que faça valer a pena.

19:15H

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