“ “Se a vida voasse para além do destino, como a cabeça nos voa numa folha de papel”, já te tinha feito meu corpo, minha alma. E, neste impasse, em que balanço entre a loucura e a razão, pertences-me, e vejo-te numa vida que faço minha e num sonho que agarro como se fosse meu. És tudo o que eu jamais podia pedir, e és tudo o que eu sempre pensei poder exigir.
E, enquanto descobrimos o ar, num sonho que paira na palma da minha mão, penso que já te tive e que, numa outra vida que não foi a minha, te dei tudo o que não tinha e que não era meu. E, querendo agora fazer um flashforward , vejo-me em ti.
Olho para as noites quentes onde o vento ardente me queima as pálpebras e penso em nós (…) a olhar para as estrelas, a ver o mundo inteiro ser devorado pela ponta do cigarro que vamos fumando. Ver a vida toda, o tempo todo de uma vida ficar ali, absorvido pelo silêncio da noite. Ver-me a mim dizer-te, sussurrar-te ao ouvido como me fazes falta, como preciso de ti.
“Acordo só para te ver dormir (…)” ao meu lado, sem medos, sem pré-conceitos. Agora, és tudo o que tenho… Quero tanto que seja esta a minha visão do futuro…
“Então, desenho o teu corpo em mim… a forma da tua mão em mim (…) ”. Quero dar-me a ti… “É que eu pressinto que vens de tão longe que é teu o lugar onde as estrelas se afundam (…) ”. É teu o lugar onde eu me quero afundar… Hoje, hoje mais do que nunca! Dá-me os teus olhos e deixa-me ser mais do que as tuas pisadas… Deixa-me ser o teu chão. Deita-te nele e sente. Sente o que nele há para sentir. E vai mais longe…
(…)
Abraça-me… (…) “
21:15
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário