sexta-feira, 7 de maio de 2010

3-5-10

“ Meu Deus… Invoco-Te e convoco-Te e Tu nunca atendes as minhas preces. Mesmo estando a passar uma fase mais herege da minha vida, digo-Te coisas, falo para Ti, na esperança de que existas e que toda essa força de Deus omnipotente que, supostamente, és, faça alguma coisa por mim. (…) Oh! Meus Deus! Onde estás tu quando preciso de ti?
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Enfim… Pensei, sinceramente, que nunca mais voltavas a ser meu pensamento, a ser objecto de (pre)ocupação para a minha cabeça. A verdade é que percebi que nunca tinhas deixado de existir em mim. Percebi que não tem nada a ver com o teu exterior, tem muito mais que isso. Percebi que, afinal, nunca deixei de te amar. Percebi que, talvez, por me dares o prazer de poder ser apenas eu quando estou contigo, gosto tanto do teu jeito. Quando te abres em palavras desajeitadas que te saiem muito fora do seu som normal, quando me deixas, sem saberes bem como, com um sorriso que esboço milimetricamente para ti… Fico com uma vontade enorme de te beijar. É essa tua forma de ser, é esse teu tom tão sem jeito, tão… Tão teu, tão próprio de ti, que me faz desejar ter-te aqui. (…) São todos os teus defeitos, imagina-os. Agora torna-os, molda-os aos meus olhos. Tu fazes isso todos os dias. E não há um dia que eu não goste de ti. Deixa-me encostar no teu peito… Era capaz de ouvir a balada do teu coração a noite toda. Diz-me, uma última vez, que me amas. Beija-me, uma última vez. Mata-me, uma última vez.”
21:29H

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